A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



sexta-feira, 25 de abril de 2014

Portugueses que na clandestinidade, dedicaram a sua vida, na luta contra regime salazarista

Militão Bessa Ribeiro, foi um político português, membro do Partido Comunista Português, durante a clandestinidade, na qual dedicou a sua vida, na luta contra regime salazarista. Após, a morte do primeiro secretário-geral do PCP, Bento Gonçalves, barbaramente assassinado, no campo de concentração do Tarrafal, em Cabo Verde, Militão Ribeiro, iniciou juntamente com Álvaro Cunhal e Júlio Fogaça, a reorganização do Partido Comunista Português, vitima de perseguição e de tentativas de destruição do seu núcleo organizacional, por parte do Estado Novo, idealizado e liderado, por Oliveira Salazar. Essa reorganização, regia-se, pelos princípios Marxista-Leninista. Em 1949, Militão Ribeiro, foi preso pela PIDE (Policia de Intervenção e Defesa do Estado) e encarcerado na penitenciária de Lisboa. Sabendo que iria morrer, Militão Ribeiro, inicia uma greve de fome, que viria, pouco tempo depois, a provocar a sua morte, porém, antes de morrer a 2 de Janeiro de 1950, ele consegue enviar uma carta, a alguns camaradas, carta essa, escrita com o seu próprio sangue, em papel higiénico.
Publicado: A História absolver-me-á


Antes de morrer a 2 de Janeiro de 1950, ele consegue enviar uma carta, a alguns camaradas, carta essa, escrita com o seu próprio sangue, em papel higiénico.


Depois de preso em Março de 1949, Militão Ribeiro morre em 2 de Janeiro de 1950 na Penitenciária de Lisboa, depois de fazer uma greve da fome. Nesse mês morrem também na cadeia outros militantes comunistas como José Martins e José Moreira. Em 4 de Junho será morto em Alpiarça o comunista Alfredo Dias Lima que organizava uma greve.