A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



sábado, 5 de abril de 2014

POLICIA E A MANIFESTAÇÃO

O acontecimento ontem ocorrido junto à Assembleia da República com o envolvimento de cerca de 17.000 agentes e funcionários da polícia e guardas prisionais é apresentado, erradamente, em termos de um confronto entre os manifestantes e a componente da polícia fardada, quando na verdade o confronto, que efectivamente existiu foi entre os componentes da instituição policial no seu todo e a GOVERNAÇÃO.

O Srs. 1º Ministro e os Ministros envolvidos – o MAI, a MJ, a MF e o MDN – têm uma lição a aprender do superior gesto da Srª Presidente da AR, que se dignou receber em conjunto a representação dos sindicatos e associações profissionais que compõem a Comissão Coordenadora Permanente (CCP) - ASPP/PSP; APG/GNR; ASPPM; da ASAE; da SEF e dos Guardas Prisionais, coisa que o Governo tem sistematicamente recusado a fazer, dando assim origem à manifestação de indignação. O Executivo, tem a este respeito, privilegiado, contactos individualizados, seguindo o lema “dividir para reinar”, fazendo promessas díspares, numa prática de autêntica bacoquice política.

O MAI está indubitavelmente em causa. Atente-se que de entre os 400 agentes fardados que aí se alinhavam, provavelmente muitos até se teriam manifestado no dia 21 de Novembro.

O mínimo que desta ocorrência se espera é que o o Sr. 1º Ministro ordene que o colégio de ministros acima referido receba no imediato a CCP, sob pena de vir a ser surpreendido com novos acontecimentos em nada recomendáveis.

LX – 07 de Março 2014