A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Festa do Avante - Loures 1988 e 1989‏

   1988

 
Um ano sem festa foi como um sábado sem sol. E aí estávamos em Loures, uma mudança difícil mas com êxito, para terrenos de autarquia CDU. Preparava-se o XII Congresso e os tempos corriam difíceis, já o mostravam sinais nas exposições da cidade internacional. A par da reflexão que as realizações políticas mostravam, a Festa não esmorecia. Comemoravam-se os Descobrimentos. E, sinal de modernidade, entrava lá a nova realidade das rádios locais. E o vídeo.

1989

Loures 1989

Logo ali, em Loures, foi com extraordinário entusiasmo que os militantes comunistas, os trabalhadores e o povo adquiriram os Títulos de Comparticipação emitidos pelo Secretariado do PCP no âmbito da campanha de fundos, cujo objectivo era angariar os 150 mil contos desembolsados na compra. Mas a grande explosão de alegria deu-se no comício de encerramento da Festa.



Perante centenas de milhares de pessoas, Álvaro Cunhal lembrou que apesar da importância que a Festa do Avante! Assumia na vida portuguesa, consolidando-se como a maior iniciativa político-cultural de massas, «têm procurado contrariá-la, através de inúmeras dificuldades, e particularmente a de um grande terreno para a sua realização.

Quinta da Atalaia


Quinta da Atalaia


«Estivemos um ano sem fazer a Festa, e por fim conseguimos alugar este terreno (..) aqui em Loures. Fizemos a primeira, e estamos a fazer a segunda, mas creio que, não apenas no nosso Partido, mas em todos os democratas, em todos aqueles que têm visto o valor desta Festa do Avante!, surgiu uma outra ideia: é preciso acabar com esta situação», sublinhava Álvaro Cunhal.
«Até de helicóptero foram feitas prospecções em torno de Lisboa», revelava o secretário-geral do PCP antes de confirmar o que já todos esperavam: « É no concelho do Seixal, são 25 hectares. É um terreno bonito, formoso, junto ao rio, que tem urbanização, e pensamos que as festas que aí iremos realizar terão condições para ser belíssimas festas, num ambiente aprazível, onde nos sentiremos bem, além do mais porque ninguém nos pode tirar de lá!».
A multidão respondeu num grito uníssono: «É nosso! É nosso!».


 


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O Dr. Artur Penedos,Vereador PS CM Paredes (de Esquerda...Não! De Direita...Que confusão), acusou recentemente o nosso Blogue Filhos de Abril de apoiar a Direita


Artur Penedos ; "Os autodenominados Filhos de … Abril, como é sabido, mantêm-se fiéis ao PSD local (nada diferente do resto do país – as suas alianças preferenciais são com … a direita)"

Filhos de Abril: O verniz estalou quando nós aqui no Blogue publicamos um texto com o nome" locais de culto", que em boa verdade o PS vai até ao ridículo de uma politica de olfacto apurado para defender Parada de Todeia dos maus cheiros de Frango. Temos conhecimento de que o autor do texto chamou atenção do erro do Dr. Artur Penedos.

O Autor do texto diz o seguinte em resposta ao Vereador;

"Ficamos a saber que o PS de Paredes lê blogues e se especializou até a denegri-los, depois de se entreter a mudar-lhes o nome. Com alguma atenção perceberia o PS de Paredes que no Blogue Filhos de Abril transcreve-se um texto, daqui, do blogue pessoal cris-sheandbobbymcgee.blogspot.pt publicado, e portanto da minha autoria. Ao autor do texto “locais de culto” (e só a ele) as devidas recriminações."

Filhos de Abril ; Contudo, dá para observar e no qual convém dizer ao Sr. Dr. vereador que não teve uma má interpretação qualquer , diga-se até teve uma muito grave interpretação quando diz que os Filhos de Abril são "fiéis ao PSD"...

Embora o PS, que não é diferente do PSD aqui pelo nosso des/gosto, ao "Fundador da União Geral de Trabalhadores (U.G.T.)"( Traidor dos trabalhadores que assinaram com o Governo mais exploração empobrecimento)  Artur Penedos, deixamos aqui a seguinte analise das evidentes dificuldades de leitura;
  1. "L.E.R. - Nos últimos tempos, parece que virou moda o diagnóstico de L.E.R. (Lesões por Esforços de Repetição) também chamado de DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) para as pessoas que usam com frequência o computador. Qualquer dorzinha que apareça nos braços ou nas mãos faz com que muitos imaginem equivocadamente que estão com L.E.R., uma doença que causa lesões definitivas e deixa várias sequelas." (Dr. Drauzio Varella)
  2. "O disléxico pode, também, ser um portador de conduta típica, com síndrome e quadro de ordem psicológica, neurológica e lingüística, de modo que sua síndrome compromete a aprendizagem eficaz e eficiente de leitura e escrita, mas não chega a comprometer seus ideais, idéias, talentos e sonhos. Por isso, diagnosticar, avaliar e tratar a dislexia, conhecer seu tipo, sua natureza, é um dever do Estado e da Sociedade e um direito de todas as famílias com crianças disléxicas em idade escolar." (DISLEXIA: UMA DOENÇA DA CLASSE MÉDIA) (Vicente Martins)

Filhos de Abril: Pelos bastidores do Blogue tem "Socialistas" (que ficaram supresos com tais declarações), Comunistas, independentes, católicos, islamitas, Democratas, patriotas, mas NUNCA! PSD, PS (salvaguardando os enganados) e do CDS.(troika Portuguesa de Direita).

Filhos de Abril, sempre na luta, esclarecimento e denuncia contra a Reacção e a Direita. Pela construção do Socialismo!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Alto da Ajuda

1979

cartaz 1979


No Alto da Ajuda, desta vez, e por alguns anos. Com o Tejo em fundo. Foi preciso desbastar aquela dura terra, amanhá-la para a grande cidade festiva, cravada na verdura de Monsanto.

Refazer tudo - avenidas, abastecimento de luz e água, esgotos. Reconstruir o vasto palco principal.

Reconstruir o vasto palco principal. Sons da Festa - Mercedes Sosa, da Argentina;

ver video

“A semente do meu comunismo vem de uma pergunta que ao longo do tempo se renova: Por que há pessoas que nascem sem nada, castigadas pela miséria e pela fome e outras que nascem com tudo e com a possibilidade de se desenvolver intelectualmente?”

Mercedes Sosa,
 
EP 1979
 
 EP 1979







Alto da Ajuda
1980

Cartaz 1980
 
 
Sei que estás em festa, pá, tanto mar, tanto mar... O mar não foi tanto que a voz de Chico Buarque não chegasse à Ajuda, vibrando comovidamente com a multidão que o acompanhou... Outras vozes entravam na Festa pela primeira vez, como a voz inesquecível de Zeca Afonso. E as de Adriano, Fausto, Luísa Basto, Sérgio Godinho. Vozes portuguesas numa Festa que homenageava Camões no quarto centenário da morte do Poeta. Na Cidade da Juventude, os sons do jazz, que vinham de várias partes do mundo. A exposição de etnografia, organizada por Giacometti, é uma das memórias que perduram desse ano.

 





 
Ver video



Giacometti
 
 

EP 1980
 
Alto da Ajuda
1981

Cartaz 1981
 
A exposição dos 60 anos do Partido dominava. Era também, o ano do 50.° aniversário do Avante!.
A III Bienal, entretanto, abria com a participação de 200 artistas e homenageava Cipriano Dourado.
Outras homenagens - a Fernando Lopes Graça, a José Gomes Ferreira.
Novidade foi o desfile dasMarchas Populares dos bairros de Lisboa, no recinto da Festa.
 

 60 anos

 
Cipriano Dourado
 
EP 1981


EP 1981
 
Alto da Ajuda
1982






Uma Festa molhada. Esse fim de semana não foi poupado pela chuva, que acabou prejudicando os espectáculos. As organizações, porém, vinham com ideias novas, novas maneiras de mostrarem o País ao visitante. E o Poder Local, com uma exposição central e várias regionais, mostravam a consolidação do trabalho autárquico democrático e historiavam a tradição municipalista portuguesa.
Dois auditórios, um com teatro e folclore, outro com debates, a construção de um Polivalente desportivo, permitiram numerosas realizações.
 
Cartaz 1982

Alto da Ajuda
1983


Efemérides- o 6.° centenário da Revolução de 1383/85 e o centenário da morte de Marx«patrocinam» a Festa. No ano em que o Palco 25 de Abril (como ficará a chamar-se) se muda para melhores ventos, a massa de público face ao Tejo. Um Arraial acolhe condignamente os espectáculos de folclore. E um novo auditório, o 1.° de Maio, outros espectáculos que exigem «intimidade». Se é que a intimidade sobrevive no vasto espaço da Ajuda. A Bienal homenageia Abel Manta e Carlos Botelho.
 
Cartaz 1983

EP 1983


Alto da Ajuda
 1984


O 25 de Abril tinha dez anos, de Abril se vestiu a Festa. E marcou a exposição política central e foi tema para os Encontros em que operários da terra e da indústria disseram das suas lutas. A voz já ausente de Ary não deixou de vibrar, com gravações dos seus poemas. E os versos que escreveu foram publicados, com lançamento dos VIII Sonetos. Música - os «Kitushi», de Angola; «Goloshokin», da URSS; «Dixieland»de Berlim, RDA; Arturo Sandoval, de Cuba. E tantos outros.

Cartaz 1984
 
Alto da Ajuda
1985
É a 10.ª Festa. Marcada pelo lançamento do livro «O Partido com Paredes de Vidro», de Álvaro Cunhal, um texto cuja divulgação ultrapassou em muito as fronteiras do PCP. As organizações regionais voltam a dar um salto qualitativo na apresentação dos seus espaços - com destaque para o Porto, que abria uma série de exposições com o painel de Júlio Resende, a «Ribeira Negra», e para Lisboa, com a reprodução do Arco da Rua Augusta. A V Bienal dava lugar de destaque à gravura e mostrava uma exposição individual de Gil Teixeira Lopes.
Cartaz 1985

Alto da Ajuda
1986

Centenário do 1.° de Maio. Comemorado também na Festa, com três centenas de painéis em mil metros de exposição alusiva à data. Uma exposição fotográfica - «Objectiva 86» - com nomes destacados: Dimitri Baltherman, Carlos Relvas, Augusto Cabrita. Uma mostra de cinema não profissional. O Avanteatro, com sete companhias a participarem. E os sons? Júlio Pereira, Carlos Paredes, Manuel Freire. O«Oktober Club» pela terceira vez. E o laser a riscar os céus da Ajuda...

Cartaz 1986

 


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Festa do Avante 1977 e 1978, Vale do Jamor

“ Jamor. Um vastíssimo terreiro “
 
1977
 
 1978
 
Em 1977, na primeira das manifestações de intolerância que se seguiriam, a Associação Industrial Portuguesa recusou a cedência da FIL para realização da Festa. A peregrinação da busca de local começou. E nesse ano, no meio de alguma polémica, foi tomada uma decisão histórica: fazer a Festa ao ar livre.
A sugestão de se usar o abandonado hipódromo do Jamor, mas essencialmente pela consciência de que uma festa como a do Avante!, popular, de massas, exigia o ar livre.

Vale do Jamor
 
É com a ida para o Jamor que a Festa adquire traços de identidade que se mantêm até hoje.


Jamor

Jamor
 
Com o ar livre a Festa passou a ver-se e, dentro da Festa, os visitantes passaram a ver-se a si próprios. A circulação, a decoração, a lógica plástica dos pavilhões, tudo ganhou exigências novas pela dimensão e pelo facto de se desenhar sobre um terreno inteiramente livre e aberto. Do ponto de vista plástico, foi o primeiro ano em que Rogério Ribeiro daria um contributo que, nas formas rasgadas e amplas e nas decorações de cores fortes e directas, daria à Festa não apenas um fascinante ambiente de ar livre profundamente estetizado, mas também um ambiente cromático em que se unia a combatividade e alegria da motivação da Festa com um cunho indelevelmente português e popular.
 
avante78

Mas talvez o passo mais importante dado em 77 tenha resultado do gigantesco esforço que representou erguer a Festa. Em 76, a FIL, infraestruturada, com pessoal próprio e especializado, resolvera muitos problemas; em 77 foi preciso fazer tudo. Erguer pavilhões, enterrar canalizações e redes eléctricas, tratar dos esgotos e dos abastecimentos, limpar o terreno. Se na FIL quase bastara desenhar, a partir daqui a responsabilidade e capacidade de um engenheiro, Fernando Vicente, era exigida pela própria realidade.
 
 
Tudo isto num país de há três décadas, com soluções técnicas limitadas, nenhuma experiência em iniciativas deste tipo e dimensão - tudo ainda agravado por meios financeiros limitados. A Festa de 77 só foi possível porque a organização do Partido se empenhou directamente na sua construção




Ao sair fisicamente das mãos dos militantes, a Festa passou a ser não apenas um ponto de encontro e de convívio mas uma obra colectiva, uma criação colectiva do colectivo partidário. Ao visitar a sua Festa, o Partido revia-se no que directamente construíra, para si e para Politicamente, a Festa assumia uma importância que dificilmente se poderia ter previsto. Passou a marcar o inicio do ano político e a assegurar o rápido retomar de trabalho das organizações após o período de férias. Em si própria, a Festa, no meio da dura batalha ideológica, constituía o mais poderoso desmentido da imagem que inimigos e adversários pretenderam sempre dar do Partido, fosse o do jamais verificado «declínio irreversível», fosse o do sempre negado «fechamento às novas realidades» humanas e culturais. Os milhares de visitantes.


pioneiro 1977
pioneiro 1978
EP 1977
 
EP 1978
 
Célula CTT
 
Célula CUF
 
Célula CUF motoristas Barreiro
 
Célula CCP
 
Célula Carris

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

PS de Paredes (de esquerda), oportuno e rápido na defesa do povo , mostrou assim a sua força.

Filhos de Abril: Cá esta uma verdadeira grande noticia vinda do Partido Socialista em Paredes.
PS de Paredes (de esquerda), oportuno e rápido na defesa do povo , mostrou assim a sua força.

O desejo de coligação do BE de Francisco Louçã com este novo PS (de esquerda) da era Seguro, fica cada vez mais fácil compreender, temos um PS de contestação, mais capaz, corrosivo da politica de Direita como o "WC PATO".

Transcreve-se texto 

locais de culto

Os vereadores do PS na Câmara Municipal de Paredes quiseram mostrar actividade e formularam ao Executivo Camarário a seguinte pergunta:

Quando foi adjudicada a obra de requalificação da parte frontal do cemitério de Parada de Todeia , realizada de dia e de noite no último fim de semana?

Aparentemente podiam ter ficado por aqui. O que já era ridículo. Mas não. Os vereadores do PS na Câmara Municipal de Paredes quiseram juntar á pergunta, um “desagrado”. A nova instalação fixa da Comissão de Festas de Parada de Todeia fica junto ao muro do cemitério. Ou como diz o PS “não faz sentido encostar uma barraca para Assar Frangos a um local de Culto como é um Cemitério”.
Felizmente há um PS atento aos reais problemas de Parada de Todeia. Um PS ecológico, tradicionalista, de moralidade acesa, atento aos cheiros do frango assado e ao repouso das sepulturas.
Ou não fosse vereador do PS e assim autor da pergunta e do “desagrado” Artur Penedos, ex-assessor de José Sócrates, essa figura impoluta da política portuguesa, por muitos considerado especialista em “cozinhados” e em “parcerias” com “locais de culto” como em Alcochete.

She and Bobby Mcgee

sábado, 18 de agosto de 2012

Encerramento da extensão de saúde da Livração (Freguesia de Toutosa – Concelho de Marco de Canaveses)

O Grupo Parlamentar do Partido Comunista Português, através do Deputado Jorge Machado, eleito pelo distrito do Porto, questionou o Ministério da Saúde na Assembleia da República


Assembleia da Republica

Assunto: Encerramento da extensão de saúde da Livração (Freguesia de Toutosa – Concelho de
Marco de Canaveses)

Destinatário: Min. Da Saúde


Ex. ma Sr.ª Presidente da Assembleia da República

A Extensão de Saúde da Livração, na freguesia de Toutosa, serve cerca de 4500 utentes provenientes das freguesias de Toutosa, Santo Isidoro, Constance, Banho e Carvalhosa e o lugar de Selala, da freguesia de Vila Caíz, do concelho de Amarante.

Esta Extensão está integrada no Centro de Saúde de Marco de Canaveses, o qual sofreu recentemente obras de beneficiação.

Acontece que, chegou ao conhecimento do PCP diversas queixas de utentes da Extensão de Saúde Livração (CS Marco de Canaveses), referindo a impossibilidade de aceder à prestação de cuidados médicos por encerramento anormal das instalações.

Na verdade, recentemente os utentes foram informados do encerramento desta extensão apenas pela afixação de um cartaz na porta como se de um estabelecimento comercial se tratasse e os utentes uns meros clientes.

Ora, tal procedimento não é aceitável, mostra falta de respeito pelos direitos mais básicos dos utentes e obriga a que se tomem medidas para garantir o integral funcionamento desta extensão de saúde.

Importa referir que, de acordo com informações recolhidas, há utentes que esperam três meses por uma consulta.
Assim, ao abrigo da alínea d) do artigo 156º da Constituição e nos termos e para os efeitos do

229º do Regimento da Assembleia da República, pergunto ao Ministério da Saúde o seguinte:
1.Porque foi encerrada a extensão de Saúde da Livração?

2. Deve-se essa decisão, de não abertura desta extensão de saúde, a algum problema de falta de meios materiais ou humanos?

3. Que medidas vai este ministério tomar para resolver este problema?

Palácio de São Bento, Sábado, 18 de Agosto de 2012

Deputado/a(s)
Jorge Machado (PCP)

Cartaz colocado na porta da extensão de saúde da livração (Marco de Canaveses), uma espécie de volto já

Filhos de Abril; Este cartaz colocado na porta da extensão de saúde da livração (Marco de Canaveses), uma espécie de volto já numa tradicional loja de comércio de uma pequena aldeia. O cangalheiro da Livração vai ganhar muito dinheiro com as medidas do Governo PSD/ CDS



Comunicado do PCP

A Extensão de Saúde da Livração, na freguesia de Toutosa, serve cerca de 4500 utentes provenientes das freguesias de Toutosa, Santo Isidoro, Constance, Banho e Carvalhosa e o lugar de Selala, da freguesia de Vila Caíz, do concelho de Amarante.

Esta Extensão está integrada no Centro de Saúde de Marco de Canaveses, o qual sofreu recentemente obras de beneficiação.

O PCP tem conhecimento de diversas queixas de utentes da Extensão de Saúde da Livração (CS Marco de Canaveses), referindo a sua impossibilidade de aceder à prestação de cuidados médicos devido ao encerramento anormal das instalações, o que acontece durante um dia e meio, como refere o cartaz colocado, surpreendentemente, na porta, como se de um estabelecimento comercial se tratasse e os utentes fossem uns meros clientes.

Tal procedimento não é aceitável, mostra falta de respeito pelos direitos mais básicos dos utentes e obriga a que se tomem medidas para garantir o integral funcionamento desta Extensão de Saúde.

Importa referir também que, de acordo com informações recolhidas, há utentes que esperam três meses por uma consulta.

O PCP tem razões para desconfiar que esta grave situação é mais um esquema, como muitos outros, que ao longo dos últimos anos os Governos PS, PSD e CDS, que em nome da contenção orçamental, têm vindo a destruir este imprescindível Serviço de Saúde de proximidade.

O PCP vai estar nesta luta com os utentes da Extensão de Saúde da Livração, como já o fez no passado, em que os utentes vivem a difícil situação da falta de médicos que assegurem o serviço público a que a toda a comunidade tem direito.