A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



sábado, 30 de junho de 2012

Assembleia Municipal de Paredes - breve sumário

Uma sessão da Assembleia Municipal de Paredes ocorreu no passado sábado. O mais significativo da Assembleia esteve nas intervenções algo confusas sobre a criação do Mega Agrupamento Escolar de Rebordosa e Vilela e a tentativa de ilibação de responsabilidades por parte do vereador da Educação Pedro Mendes, bem como a contundente intervenção politica global de Álvaro Pinto, da CDU, sobre o resultado de 1 ano do Pacto de Agressão.

O município encontra-se paralisado em termos de realizações ou projectos, limitando-se o executivo a apresentar pretensas justificações para a inércia ou a destilar um pessimismo desalentador. Aumenta o tem critico de alguns elementos do PSD local, nomeadamente sobre o Mapa Judiciário proposto. A análise sobre os documentos apresentados sobre a actividade do município (Abril-Junho de 2012) efectuada pelo eleito da CDU Cristiano Ribeiro revela também um desleixo e descoordenação interna que se traduz numa má imagem externa. Há em muitos dos protagonistas do poder um claro sinal de fim de ciclo.

A situação financeira real do município é uma grande interrogação. Persiste o discurso opaco. A causas reais de dificuldades, por todos os municípios sentidas, somam-se o tradicional despesismo e clientelismos que ficam caro, embora perpetuem o PSD no poder municipal.

Por fim a votação da toponímia de Recarei, ao contrário do usual, obteve votos contrários do PS e a abstenção da CDU. Não tendo obtido a unanimidade dos votos da AF de Recarei, a proposta apresentada pelo Pelouro do Desenvolvimento Municipal, e aprovada por maioria na reunião do Executivo (votos contra do PS), estava prejudicada pela prepotência do PSD na AF de Recarei, ao recusar proposta da CDU de atribuir o nome 25 de Abril a uma rotunda, para posteriormente aprovar o mesmo nome a outra.

Convocatória Assembleia Municipal de Paredes

Sessão Ordinária, dia 30 de Junho, pelas 14h30

Ordem do dia

1- Relatório de actividades municipais e situação financeira do município
2- Modificação ao orçamento ano 2012 – 1.ª revisão ao orçamento da receita , despesa, PAM e PPI – para discussão e votação
3 – Empréstimo BEI- para discussão e votação
4 – Agência Municipal de Investimentos de Paredes- relatório de gestão consolidado – ano 2011- para discussão e votação
5 – Plano de pagamentos a que se reporta o artigo 16.º da lei 8/2012, de 21 de fevereiro – para discussão e votação
6- Regulamento de acesso ao Parque Empresarial de Paredes em Baltar/Parada - para discussão e votação
7 – Primeira alteração ao Plano de Urbanização de Cete/Parada - para discussão e votação
8 – Sinalização vertical e horizontal nas ruas de Rebolido, Talhô, Alto da Portela e Arcela – freguesia de Gondalães - para discussão e votação
9 – Trânsito no Largo de Santa Águeda, na via de acesso ao cemitério, freguesia de Recarei
10- Trânsito na Avenida das Fontainhas e Rua de Costa Cavada , freguesia de Rebordosa - para discussão e votação
11 – Sinalização vertical em várias vias na freguesia de Vilela - para discussão e votação
12 – Trânsito na Rua da Fábrica na freguesia de Vilela - para discussão e votação

terça-feira, 26 de junho de 2012

Moção de censura ao Governo: É tempo de dizer basta!



Intervenção de Jerónimo de Sousa, Secretário-Geral do PCP, Lisboa, Desfile-Comício «É tempo de dizer basta!»

PCP confronta governo com Moção de Censura à política de desastre nacional


Perguntas de Jerónimo de Sousa, Jorge Machado, João Oliveira, Bernardino Soares, Honório Novo e António Filipe, ao governo, durante o debate da Moção de Censura apresentada pelo PCP.

"Não calam a censura. Ela está na rua e tal como o mundo, move-se!"



Na abertura do debate da Moção de Censura do PCP ao governo, Jerónimo de Sousa afirmou que esta moção de censura, dá expressão à inequívoca censura popular que encontramos por todo o país, é uma moção contra a política de direita e o Governo que a aplica, é uma moção de rejeição do pacto de agressão que afunda o país, é uma moção de exigência de uma nova política, patriótica e de esquerda.

terça-feira, 19 de junho de 2012

PSD Baião, O PRESIDENTE QUE (NÃO) QUERIA FALAR

 

O PSD de Baião emitiu um comunicado curioso.
O PSD de Baião “associou-se” (segundo o tal comunicado) á manifestação da autarquia e das populações de Baião contra o encerramento do Tribunal, realizada no dia 10 de Junho. O Presidente do PSD de Baião, de nome Luís Sousa, até “abdicou” (segundo o tal comunicado) de fazer discurso em nome do PSD, numa de unidade. Mas confrontado com as críticas de autarcas de Baião ao governo do PSD, extensivas a outros domínios da governação, o Presidente Sousa sentiu-se “desrespeitado” (segundo o tal documento) e “ferido”. Daí a “repúdia” (fonte no tal comunicado)
O PSD de Baião está “preocupado” (mais uma vez segundo o tal comunicado) com o prejuízo das relações institucionais entre a Câmara e o Governo. O Presidente Sousa (ou melhor o PSD de Baião) não quer “politizar” (mais uma do tal documento) serviços como as Finanças e a Segurança Social, objecto de intervenção do autarca de Baião.
Porque a culpa do “desastroso estado económico e financeiro de Portugal” é do PS e de Sócrates, que “naturalmente obriga a reformas profundas” como o encerramento do Tribunal de Baião e do de outras dezenas localidades. Termina assim o comunicado do Sousa de Baião, que gosta certamente muito de Passos Coelho e de Portas, e que prescinde de falar em situação difícil mas não prescinde de se ouvir.
O PSD de Baião é uma gracinha…pena não ter vergonha na cara!

Ler em: http://cris-sheandbobbymcgee.blogspot.pt/2012/06/o-presidente-que-nao-queria-falar.html?spref=fb

Dois requerimentos apresentados pela CDU na Assembleia Municipal de Paredes

Filhos de Abril: No passado Sábado , 16 de Junho, a CDU pelo membro eleito, apresentou na Assembleia Municipal de Paredes dois requerimentos.

REQUERIMENTO

EXMO SR. PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PAREDES

Cristiano Manuel Soares Ribeiro, eleito pela CDU na Assembleia Municipal de Paredes, no âmbito do Artigo 60.º do Regimento da Assembleia Municipal de Paredes e nomeadamente da sua alínea b), que define os direitos dos membros da Assembleia, requer através da Mesa desta Assembleia ao Executivo Camarário o esclarecimento seguinte:

Há cerca de 1 mês os semáforos que servem o cruzamento junto ao Quartel dos Bombeiros de Paredes, á capela da Senhora da Guia, ao Edifício do Eléctrico e Estação de Serviço da GALP encontram-se desligados.
Tal circunstância, inexplicável aos olhos do cidadão, constitui grave perturbação ao trânsito de e para o centro da cidade e envolve riscos de acidente, de diferente gravidade, com atribuição difusa de responsabilidades
Acresce o facto de perto se verificar a circulação prioritária de veículos de bombeiros, emergência médica e de socorro.
Assim:
Que razões justificam tão insólito procedimento de quem deveria assegurar o funcionamento dos semáforos?
Como pretende a Câmara Municipal colmatar de imediato tal anomalia?

Paredes, 16 de junho de 2012

O Membro eleito da CDU da Assembleia Municipal de Paredes
Cristiano Ribeiro

 

REQUERIMENTO II


EXMO SR. PRESIDENTE DA ASSEMBLEIA MUNICIPAL DE PAREDES

Cristiano Manuel Soares Ribeiro, eleito pela CDU na Assembleia Municipal de Paredes, no âmbito do Artigo 60.º do Regimento da Assembleia Municipal de Paredes e nomeadamente da sua alínea b), que define os direitos dos membros da Assembleia, requer através da Mesa desta Assembleia ao Executivo Camarário o esclarecimento seguinte:

Em Vila Cova de Carros existem instalações que possuem uma Placa Identificadora da PRODER e da ADER-SOUSA
Tratar-se-ia a crer na referida placa de um Centro de Educação e Sensibilização Ambiental e Rural, com investimento nacional e comparticipação comunitária.
A sua utilização parece consistir agora e no futuro num reduzido campo de prática de golfe
Assim:
Quem é o proprietário das referidas instalações, e que compromissos tem a Câmara Municipal nessas instalações?
Que financiamento público suporta esse investimento, custo global e parcelar e que órgãos autárquicos o viabilizaram?
Que destinatário /utente o frequentará no futuro a crer tratar-se de equipamento de utilização pública e não privada?

Paredes, 16 de Junho de 2012
O Membro eleito da CDU da Assembleia Municipal de Paredes
Cristiano Ribeiro

Será a luta a travar as alterações ao Código do Trabalho

Festa do Avante 2012, Compra já a tua EP (Entrada Permanente)

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Vale do Sousa contra a extinção/agregação de Freguesias

JOSÉ AFONSO - "Foi na cidade do Sado "

ACDC & The Rolling Stones - Rock Me Baby

Sobre SYRIZA :a ilusão da "unidade da esquerda"e a mentira do "governo de esquerda"







ENTRE DUAS DURAS BATALHAS
[Artigo da Secção de Relações Internacionais do Comité Central do KKE]

[Tradução ao galego por Forja!]

Grécia continua atraindo a atenção dos trabalhadores de muitos países do mundo, à luz das novas eleições gerais de importância crucial que ocorrerão em 17 de Junho uma vez que nenhum dos três primeiros jogos conseguiu formar um governo de coligação. De particular interesse, a julgar pelos artigos em jornais, revistas e sites comunistas e progressistas, é o resultado das eleições recentes bem como a linha política que traçou o Partido Comunista da Grécia (KKE), que nos últimos dias tem estado na linha de fogo de vários analistas. Começarmos pelo princípio.

Sobre o resultado das eleições de 6 de maio

As eleições de 6 de maio criaram um novo cenário político já que os três partidos que governaram em conjunto, apoiando a política antipopular do capital e da União Europeia (UE), tiveram uma queda nas eleições. Mais especificamente:

O PASOK social-democrata concentrou 833.529 votos e 13.2%, uma queda sem precedentes de 2.179.013 votos e -30.8%.

A ND conservadora somou 1.192.054 e 18.9%, com uma queda de 1.103.665 votos e -14.6%.

O Laos nacionalista não conseguiu alcançar o limiar de 3% para entrar no parlamento, tendo recebido 183.466 votos ou 2.9%, com uma queda de 202.739 votos ou -1,6%.

No entanto, ao mesmo tempo, a mudança do cenário político não é um derrubada porque as forças que se beneficiaram pela ira dos trabalhadores foram, sobretudo, os que apoiam a política da "via de mão única da UE". Assim, a grande maioria dos eleitores dos partidos burgueses se dispersaram principalmente em formações ideologicamente próximas. Mais especificamente:

SYRIZA, que é uma coligação de forças oportunistas que se foram da partida de uma cisão pela direita (na cisão do partido de 1968 e 1991), e em que se somaram nos últimos anos forças do PASOK social-democrata, conseguiu 1.061.265 votos e 16.8% , um aumento de 745.600 votos ou 12.2%.

Uma cisão de SYRIZA, Esquerda Democrática, que se incorporaram ex-deputados e dirigentes do PASOK, somou 386.116 votos ou 6,1%.

Um grande número de votos foi dirigido também a partidos reaccionários e nacionalistas como os " Gregos Independentes ", que surgiram da ND e concentraram 670.596 votos ou 10.6%, e" Amanhecer Dourado ", que concentrou 440.894 votos ou 7%.

Além disso, aproximadamente 20% dos eleitores optaram por dezenas de partidos que tomaram parte nas eleições, mas não conseguiram passar o limiar de 3%.

O KKE teve um pequeno aumento nas eleições. Mais especificamente, recebeu 536.072 votos ou 8.5%, ou seja, teve um aumento de 18.823 votos ou +1%. O KKE elegeu 26 deputados (entre os 300 no parlamento), cinco mais do que anteriormente. Nos bairros operários a percentagem que conseguiu o KKE foi quase o dobro da média. Na verdade, um dos 56 distritos eleitorais (nas ilhas Samos-Ikari) o KKE foi o primeiro partido em votos com 24,7%.

O Comité Central do KKE chegou a algumas conclusões iniciais sobre o resultado eleitoral. Em seu comunicado, entre outros, "saúda a milhares de trabalhadoras e trabalhadores, desempregados, que apreciaram o espírito de luta, a coerência ea verdade clara de suas posições, o espírito de luta e abnegação das e dos comunistas, que o apoiaram nas eleições , independentemente do grau de acordo com a sua proposta política em conjunto. Grande parte dos trabalhadores, bem como uma parte dos eleitores do partido, sob a pressão do agravamento dos problemas populares, palavras de ordem enganosas em relação à renegociação do memorando[1] eo alívio imediato dos trabalhadores, não pode compreender e assumir a diferença entre o governo eo poder real. "

No entanto, como assinala o Comité Central do KKE: "A proposta política do KKE da luta pelo poder operário e popular, está no centro da atenção do povo, uma vez que se torna cada vez mais clara a diferença entre o governo eo poder popular real, bem como a proposta global sobre os problemas imediatos da sobrevivência dos povos eo poder operário popular. Desde este ponto de vista, esta actividade eleitoral política do KKE em harmonia com a sua estratégia como necessário, é um legado importante para os próximos anos. "

Sobre SYRIZA

Alguns meios de comunicação burgueses internacionais, que apresentam SYRIZA como o "vencedor" das eleições de 6 de maio, não foram para além do seu título "Coligação da esquerda radical" e concluíram em que este é um partido radical de esquerda ou até de um partido comunista. É claro que isso não tem nada a ver com a realidade. A força básica de SYRIZA é o jogo "Coligação da Esquerda" (Synaspismos) que tem um programa social-democrata. Em 1992 votou no parlamento grego pelo Tratado de Maastricht e é um partidário da União Europeia imperialista, que considera que se pode melhorar. Na verdade, apresenta um programa de gestão do sistema capitalista. Uniu-se à campanha anticomunista contra a URSS e os demais países do socialismo que conhecemos no século XX. Synaspismos é um membro do Presidium do chamado "Partido da Esquerda Europeia" (PÉ), que é um instrumento da UE para erradicar as características comunistas dos partidos comunistas nos países da UE. Em SYRIZA, junto com Synaspismos, participam forças que se foram do PASOK social-democrata, assim como grupos de ultra-esquerda menores, trotskistas e antigos grupos maoístas mutados que jogam o papel de "especiarias" políticas no básico "menu" social-democrata e anticomunista. O objectivo principal desta formação é a diminuição da influência eleitoral, sindical e política mais geral do KKE. Assim, na última década existem numerosos exemplos que demonstram o carácter anti-KKE desta formação política. Em dezenas de sindicatos, confederações setoriais e associações de sindicatos a nível regional, as forças de SYRIZA participam e colaboram com as forças do PASOK, a fim de impedir a eleição dos delegados comunistas aos órgãos sindicais superiores. SYRIZA é um inimigo jurado da Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME), que constitui um agrupamento de sindicatos com orientação de classe. SYRIZA colabora abertamente nos órgãos das confederações comprometidas dos sindicatos dos trabalhadores no setor privado (GSEE) e público (ADEDY) com as forças colaboracionistas com a patronal eo governo. Em muitos casos nas eleições locais tiveram uma atitude semelhante. Um exemplo característico foi a sua postura nas eleições municipais em 2010 na ilha Ikari. Nesta ilha, que foi um lugar de exílio dos comunistas, o KKE tem grande influência eleitoral. Nas eleições de 2010, SYRIZA colaborou com o PASOK social-democrata, a ND liberal e nacionalista Laos em fim de impedir a eleição de um prefeito comunista na ilha. Então, o candidato do KKE concentrou por si só o 49,5% dos votos ea aliança anti-KKE ganhou no município por poucas centenas de votos.

Hoje em dia, SYRIZA trata de atacar o KKE com propostas de conveniência política em relação à chamada "unidade da esquerda", em uma tentativa de fazer com que o KKE apague secções inteiras de seu programa, que abandone seus princípios e aceita a política de gestão do sistema capitalista, como propõe SYRIZA.

Com base a isto, o mínimo que podemos dizer é que a atitude de alguns partidos que saudaram imediatamente a ascensão eleitoral desta formação oportunista e anticomunista em nome do aumento eleitoral da "esquerda", sem conhecer a situação real na Grécia, foi irresponsável. Saudaram a um inimigo jurado do KKE que o presidente dos industriais gregos e propôs a sua participação em um governo de coligação dos partidários da UE.

A ilusão da "unidade da esquerda"e a mentira do "governo de esquerda"

Muitos trabalhadores politizados, de diferentes países da Europa e de todo o mundo, suscitam a seguinte pergunta: Por que o KKE não faz algumas concessões? Por que insiste na linha política da concentração de forças sociais que querem lutar contra os monopólios, contra o capitalismo, contra as uniões imperialistas, pelo poder operário e popular e não apoia a política da "unidade da esquerda", a luta para corrigir a realidade capitalista e a UE, com uma parceria política ou governamental com outras forças de "esquerda" e social-democratas, como fazem outros partidos comunistas na Europa?

Primeiro, o KKE há muito tempo deixou claro que o significado de "esquerda" e "direita" não são termos que refletem a situação política de hoje. Hoje em dia, o termo "esquerda" pode-se usar para descrever o Secretário Geral da OTAN ou o primeiro-ministro de um país que leva a cabo uma guerra imperialista e toma medidas antiobreiras e antipopulares contra os trabalhadores de seu país. O Partido Comunista não é simplesmente um "partido de esquerda", mas o partido que luta pela derrubada do capitalismo e pela construção da nova sociedade socialista-comunista. Neste caminho, nesta direção de luta pode levar a conquistas, não o contrário. Como demonstrou a história, as reformas, a luta para corrigir o sistema capitalista, para mitigar as medidas antipopulares mais extremas, em que se concentram as forças oportunistas-social-democratas, não levaram nunca a derrubada do capitalismo em qualquer lugar. Ao contrário, muitas vezes levaram para o fortalecimento do capitalismo, através da criação de ilusões a milhões de trabalhadores, com o suposto de que o capitalismo pode ser humanizado. O que hoje em dia, supostamente, o Banco Central Europeu pode se tornar um instrumento capitalista a uma instituição de caridade e distribuir empréstimos sem juros, ou que a União Europeia pode se tornar uma união que é o sistema a uma "união dos povos", como sustentam SYN / SYRIZA eo Partido da Esquerda Europeia.

É por isso que o KKE apresenta a sua proposta política de forma integral, e que nas eleições de 6 de maio a colocou no lema: "Fora da UE, com o poder popular e anulação unilateral da dívida".

Neste sentido, o KKE está firmemente orientado para o marxismo-leninismo. Segundo disse Lênin: "O proletariado luta e continuará lutando para destruir o antigo regime. Para o efeito dirigir toda a sua propaganda e agitação, todos os seus esforços para organizar e mobilizar as massas. Se você não consegue destruir o antigo regime totalmente, o proletariado saberá aproveitar também a sua destruição parcial. Mas nunca propugnará essa destruição parcial, describiraa com otimismo, chamado o povo a dar-lhe apoio. Na luta autêntica só se apoia efectivamente aquele que aspira ao máximo (e que em caso de fracassar consegue menos) e não aquele que, antes de começar a luta, cercena os objetivos da mesma de um modo oportunista "[2] .

O KKE rejeitou a ideia de criar um "governo de esquerda" que ao manter Grécia dentro da UE e da NATO e as relações capitalistas de produção intactas, supostamente poderia fazer uma gestão do sistema a favor do povo. Nosso partido luta pelo desenvolvimento da luta de classes, a consciência política dos trabalhadores, a sua libertação da influência dos partidos e as construções ideológicas burgueses e pela formação de uma aliança que não só defender os interesses dos trabalhadores, vai tentar tirar o país das intervenções imperialistas, mas também propor a questão do poder.

O objetivo é a diminuição da influência do KKE e sua assimilação no sistema.

A negação do KKE a subjugar - se a formações de "esquerda" ou mesmo um governo de "esquerda" está no "ponto de mira" de inimigos e "amigos", que direta ou indiretamente chamam o KKE a "unir" com as demais forças de " esquerda ". Esta linha seguem os partidos que estão no Presidium do PIE. Além disso, houve alguns ataques grosseiros, como por exemplo, por alguns grupos trotskistas, que são mais conhecidos no exterior que na Grécia, que caracterizam o KKE como um partido sectário e dogmático.

Como é possível que o KKE com a linha da luta de classes e do conflito que promove agrupe a centenas de milhares de pessoas na Grécia, se o jogo é sectário? Como é possível por exemplo que nas fileiras da Frente Militante de Todos os Trabalhadores (PAME) se agrupem dezenas de sindicatos de base, federações sectoriais, associações de sindicatos a nível regional que representam centenas de milhares de trabalhadores?

É preciso assinalar que a PAME, que é o pólo de orientação de classe no movimento operário e sindical, reúne 8 federações sectoriais de trabalhadores, 13 associações de sindicatos regionais, centenas de sindicatos sectoriais e de base, com um total de 850.000 membros. Além disso, a PAME trabalha nos sindicatos onde as forças com orientação de classe não são a maioria. Assim por exemplo, as forças do PAME ocupam a segunda posição em uma série de federações sectoriais (como a Federação no setor turístico e de restauração ea Federação dos trabalhadores metalúrgicos) e nas duas maiores associações de sindicatos regionais do país em Atenas e Tessalônica.

Como é possível que a Frente Antimonopolista Grega de autônomos e pequenos comerciantes (PASEVE) agrupe em suas fileiras a milhares de trabalhadores autônomos que entendem a necessidade de entrar em conflito com os monopólios? Como é possível que milhares de camponeses pobres, através de associações de agricultores e seus comitês, se inspirem na luta da Frente Militante de todos os Camponeses (PASY) contra a política agrícola comum da UE? Como é possível que mulheres e milhares de estudantes que pertencem às camadas operárias e populares entram na luta sob as queixas e as iniciativas da Federação de Mulheres da Grécia (OGE) e da Frente Militante de Estudantes (MAS)? Em todas estas organizações sindicais, sociais e políticas de massas, os membros e os dirigentes do KKE têm um papel principal, sem esconder a sua identidade.

Acusam o KKE de ficar "isolado" ou até de ser "dogmático" e "sectário" devido a sua rejeição de um "governo de esquerda" ou pelo fato de que o percentual do KKE nas eleições não aumenta tão rapidamente como a formação social do SYRIZA. Estas acusações não podem afetar o KKE. É preciso lembrar que há 2 anos e meio, o outro partido social-democrata, o PASOK, concentrar 44% dos votos enquanto que nas últimas eleições somou apenas 13%. Esta queda ocorreu em condições de fluidez política, reforçou SYRIZA com o que tem a relação ideológica mais estreita. É preciso assinalar que um partido comunista revolucionário, como é o KKE, não se julga apenas pela percentagem que tem conseguido nas eleições.

Quanto à questão da política de cooperações, o nosso partido acumulou grande experiência histórica. Dirigiu a luta anti-fascista de uma grande frente armada que teve grande contribuição na luta do povo. No entanto, naquele período o Partido não conseguiu elaborar uma estratégia para a transformação da luta anti-fascista a uma luta pela derrubada do poder burguês. O KKE estabeleceu alianças "de esquerda" nas décadas de 1950 e 1980. Da sua experiência em relação à política de alianças, o KKE tirou conclusões úteis e não tem qualquer intenção de repetir os mesmos erros.

Mas como se explica o ataque contra o KKE? É claro que estão irritados pela ação internacional do KKE no sentido de reconstruir o movimento comunista internacional com base no marxismo-leninismo e do internacionalismo proletário. Além disso, os Encontros Internacionais de Partidos Comunistas e Operários e de outras iniciativas comunistas internacionais começaram em Atenas. No entanto, o mais importante é que o KKE é um partido com fortes raízes na classe operária, com uma importante experiência das lutas operárias e populares, é um partido que se nega a abandonar seus princípios, se nega a ir a reboque da social-democracia, a submeter-se a UE ea NATO. Neste ponto citamos um artigo publicado após as eleições no conhecido jornal francês Le Monde Diplomatique : "O objetivo secreto eo desejo de todos os gregos da esquerda é: dissolver o Partido Comunista para reformá-la sobre uma nova base e dar a esquerda grega a sua posição correta na sociedade ". Ou seja, desacreditar o KKE e convertê-lo, da mesma forma que outros partidos comunistas mutados na Europa, uma "álibi comunista" da social-democracia para a gestão da barbárie capitalista.

Nosso objetivo é arruinar seus planos! Preservar e fortalecer o KKE! Apesar da pressão exercida para o nosso partido há elementos encorajadores que mostram que o KKE é um "osso duro de roer". Dez dias depois das eleições de 6 de Maio, tiveram lugar na Grécia as eleições estudantis. A lista que apoia a Juventude Comunista da Grécia alcançou 16% nos Institutos de Educação Tecnológica e 14% nas universidades, marcando um aumento em relação ao ano passado. Ao contrário, a lista de SYRIZA conseguiu uma percentagem baixa, um 2,3% na tei e um 6,9% nas universidades.

Restauração do sistema burguês

O KKE há muito tempo disse ao povo grego que a classe burguesa está a preparar a restauração do cenário político, a fim de preservar o seu poder. A razão é que não pode administrar o sistema político com base na alternância no poder burguês de um partido político conservador (ND) e de um social-democrata (PASOK), como ocorreu em 1974, após a queda da ditadura militar. O sistema burguês está tentando "se livrar" dos partidos e das pessoas que estiveram expostos irremediavelmente aos olhos do povo. Nestas condições, SYRIZA, que tem um programa social-democrata, foi beneficiado nas eleições promovendo mentiras flagrantes antes e durante o período preelectoral, semeando ilusões de que pode haver um futuro melhor para os trabalhadores sem o conflito com os monopólios e as uniões imperialistas. É por isso que tem enormes responsabilidades perante o povo.

O KKE pede aos trabalhadores para dar conta de que a restauração que está sendo realizado não tem nada a ver com a satisfação das necessidades modernas do povo. Mesmo o chamado "governo de esquerda" é um "salva-vidas furo" que se arroja aos trabalhadores que estão sufocando devido às ruas sem saída do sistema capitalista.

O povo não deve atraparse em falsos dilemas

De para as eleições de 17 de Junho os partidos burgueses e oportunismo estão promovendo novos dilemas enganosos que se utilizarão no próximo período para pegar o povo, reduzir a resistência das massas populares radicais diante da pressão exercida, reduzir a influência eleitoral do KKE. O KKE não oculta o fato de que esta batalha será muito difícil para os comunistas.

Para que fique claro que tipo de falsos dilemas estão promovendo, permitímonos examinar alguns deles:

1. Euro ou dracma?

Um dilema falso é a acusação da ND dirigida contra SYRIZA que sua política está levando o país fora do Euro e será catastrófica para os trabalhadores. Por outro lado, SYRIZA responde que a saída da Grécia do euro significaria um imenso custo para os demais países da zona do euro e por isso não vai acontecer nunca.

Na verdade, tendo em conta que a crise capitalista está desenvolvendo, não podemos excluir, de acordo com os cenários que estão sendo discutidos, a contração da zona do euro, através da expulsão da Grécia e de outros países ou com uma desvalorização interna do euro no nosso país. Neste sentido, a chantagem da União Europeia e do FMI é real ea resposta não pode ser a complacência que promove SYRIZA.

No entanto, é necessário assinalar que todos os outros partidos exceto o KKE, ou seja, a ND, SYRIZA, o PASOK, a DIMAR estão brigando entre si sobre quem será mais capaz de manter o país na zona euro e acusasse um ao outro que com a sua política conduz Grécia ao dracma. O objetivo de todos eles é impor à consciência do povo o falso dilema "euro ou dracma" para esconder o fato que têm a mesma estratégia já que são partidos comprometidos com a UE. Pedem ao povo que vote e lute sob bandeiras alheias a seus interesses, na linha falsa "dentro ou fora do euro", quando todos os partidos-exceto o KKE-são a favor da UE e do euro. Os trabalhadores eo povo tanto com o euro como a dracma viverão na indigência.

O KKE pede aos trabalhadores a ignorar este dilema. Não devem aceitar a escolha da moeda em que vão medir a pobreza, as reduções nos rendimentos e as pensões, os impostos, as despesas médicas e para a educação. O dilema "euro ou dracma" é o outro lado da intimidação de uma falência não controlada, a qual é já uma realidade para a grande maioria do povo. Eles querem que o povo se agarra no falso dilema para que possam chantagear quando querem promover leis antipopulares, dizendo-lhe sua escolha entre as medidas bárbaras eo regresso ao dracma, que o identificam com o caos e a miséria. Ao mesmo tempo, na Grécia e no estrangeiro há setores da plutocracia que querem voltar à dracma. Isso permitiria conseguir mais ganhos para eles e para a burguesia como um todo que, atualmente, em condições de assimilação do país ao euro. O povo em quebra não vai ter prosperidade nem com o euro nem com a dracma, enquanto os monopólios dirigem a produção, enquanto o país permanece na UE e a burguesia no poder. A única resposta para o dilema "euro ou dracma", do ponto de vista do interesse popular, é: a retirada da UE com o poder popular e anulação unilateral da dívida. Não é preciso dizer que naquele caso o país terá a sua própria moeda.

2. Solução grega ou europeia?

Todos estão falando de uma solução europeia para a crise na Grécia e referem-se às negociações com os órgãos da UE para uma solução integral para o problema da dívida que também abarcarão Grécia. Todos os jogos gregos, excepto o KKE, saudaram a eleição de Hollande na presidência francesa que, segundo dizem, põe um fim à dupla antipopular "Merkozy". Além disso, falam das consultas com a UE sobre as medidas de desenvolvimento, através da subvenção das grandes empresas para que eles possam fazer investimentos.

Sua tática tem como objetivo esconder que o responsável pelo sofrimento do povo não é em Bruxelas mas no país. É a burguesia, os empresários que têm em suas mãos os meios de produção, as naves, os escritórios, os serviços em nosso país. A participação da Grécia na UE, com base nas decisões dos partidos da plutocracia, serve os seus interesses. É uma provocação apresentar a UE como um terreno onde se pode encontrar uma saída a favor do povo. É a União Europeia juntamente com os governos locais e do FMI que elaboraram os memorandos. É a UE que tem como estratégia a "UE 2020" e o Tratado de Maastricht, que é a fonte de todas as medidas contra os trabalhadores e os povos que se incluem ou não os memorandos. Eles estão dizendo ao povo que até o menor alívio das medidas tem a ver com as negociações no seio da UE, que trata de assegurar aos monopólios uma saída da crise à custa dos povos. Pedem para a vítima que aguarde para que o agressor lhe dê uma solução a seus problemas na União Europeia, que está mergulhando cada vez mais na crise e torna-se mais reaccionária, dadas as rivalidades em seu interior, bem como o antagonismo com os demais centros imperialistas.

SYRIZA tem grande responsabilidade já que busca uma renegociação da estratégia do memorando, paralisando o movimento e deixando-o à espera, supostamente para que tenham sucesso as negociações do "governo de esquerda" que sonha junto com seus parceiros na UE. Ao mesmo tempo fala-se da "coesão social" e da "paz social" que é imposta por um "governo de esquerda", isto é amordaça as lutas operárias populares em um período em que as lutas têm de intensificar e radicalizar se em primeiro lugar contra a plutocracia nacional e os partidos que a servem ou apoiam por meio da intimidação e as ilusões.

O KKE revela ao povo a necessidade de contar com um movimento operário e popular na Grécia que lute pela ruptura e a derrubada das decisões do capital e da UE e ao mesmo tempo promover a coordenação a nível europeu, não com negociações, mas através do fortalecimento do movimento operário popular europeu contra a UE, em linha de ruptura.

3. Austeridade ou desenvolvimento?

Em uma Europa capitalista mergulhada na crise, o que tentam alcançar os governos é o "desenvolvimento", ou seja, a saída do capital da UE da crise. Na Grécia, os jogos a favor da UE acusasse o um ao outro pela proporção das medidas de austeridade e desenvolvimento em sua fórmula de política. Assim, tentam esconder que a via do desenvolvimento capitalista implica a austeridade em condições de concorrência capitalista forte e de contradições interimperialistas aguçado. As medidas de "consolidação fiscal" que muitas vezes em países com ou sem memorandos em nome de criar um superávit no orçamento estatal para as necessidades de subsidiar o capital servem também o desenvolvimento. As "mudanças estruturais" na Grécia e em toda a UE, também em nome do desenvolvimento se referem principalmente a abolição da segurança social e dos direitos trabalhistas para que o trabalhador seja mais barato para o capital.

As privatizações e a liberalização dos mercados que oferecem novos campos de rentabilidade para a plutocracia também têm como objetivo o desenvolvimento, esmagando os pequenos comerciantes e autônomos. Assim, tudo se faz para o desenvolvimento, que apenas por sua natureza capitalista somente se serve por medidas antipopulares quer como medidas de austeridade ou "mudanças estruturais", ou como os resgates das grandes empresas. No período anterior, os governos burgueses na zona euro estavam afrouxando ou intensificando as medidas para uma ou outra direção, visando regular os antagonismos entre eles e profunda crise.

O KKE disse que a saída a favor do povo não está na gestão da crise com ferramentas expansivas ou restritivas por parte do pessoal político nos órgãos da UE. Você está na organização da luta a nível nacional, por uma diferente via de desenvolvimento que, com o poder popular, a retirada da UE e da socialização dos meios de produção, vai desenvolver todas as capacidades produtivas do país para o benefício do povo.

4. "Direita" ou "esquerda"? "Memorando" ou "anti-memorando"?

Trata-se de dilemas que vão tomar outras formas, de acordo com os acontecimentos, com uma nova forma de dois pólos, de centro-direita e a centro-esquerda. Estes dilemas, principalmente com a responsabilidade de SYRIZA, posto à margem e ocultaram as contradições verdadeiras na Grécia e na UE. O dilema artificial "memorando-anti-memorando" é utilizado pelos burgueses e oportunistas para esconder que o denominador comum é a "via de mão única da UE", ou seja, a alienação com a estratégia do capital. Independentemente das táticas diferentes, essas forças de "esquerda" e de "direita", "memorando" ou "anti-memorando" estão enganando os operários e os setores populares quando lhes dizem que pode ter solução a favor do povo dentro da UE. A ND, o PASOK, os Gregos Independentes, SYRIZA, a DIMAR e outras forças não têm um programa que entra em conflito, ou ao menos que questione, o poder dos monopólios. Os termos que utilizam todos, ou seja, "desenvolvimento", "redistribuição da riqueza", "auditoria da dívida", "solução europeia" escondem os interesses classistas opostos que existem tanto na Grécia como na UE. Isto é que enquanto se mantém a propriedade capitalista dos meios de produção, os setores populares não vão prosperar. O memorando é a ponta do iceberg da estratégia da UE que prevê medidas antipopulares em todos os países membros. Grécia, Irlanda, Portugal, Hungria, Roménia têm contrato de empréstimo, enquanto Alemanha, França, Itália, Espanha e Dinamarca não têm, nem a Grã-Bretanha que ainda pertence à zona euro. No entanto, o ataque do capital em todos estes países é comum, e inclui cortes nos salários, relações trabalhistas flexíveis, o aumento da idade de reforma, privatizações de serviços públicos, comercialização da saúde, a educação, a cultura, os exportes, empobrecimento absoluto e relativa dos trabalhadores. Mesmo que nos desfazer do memorando na Grécia, sem entrar em conflito com o capital e seu poder, continuar a adopção das medidas antipopulares ainda mais intensamente, porque é isto que estabeleceram as directrizes estratégicas da UE, assinadas ou apoiadas pelos partidos burgueses e SYN / SYRIZA.

A verdadeira questão a que o povo deve responder e que será revelada mais fortemente no próximo período é: Grécia eo povo trabalhador independentes e desvinculados dos compromissos europeus e Grécia assimilada na UE imperialista? O povo é o dono da riqueza que produz ou vai ser um escravo nas fábricas e as empresas dos capitalistas? O povo é organizado e protagonista dos acontecimentos ou o movimento fora de combate esperando o agressor que lhe resolva os problemas através de um representante? A posição do KKE é clara. O fato de que todas as suas previsões e avaliações se confirmado, é uma razão mais para que o povo confie no KKE e lute com ele.


Na próxima batalha eleitoral no ΚΚΕ precisa que se expresse a mais ampla e coerente solidariedade internacional com o nosso jogo. Os comunistas na Grécia precisam sentir a seu lado o apoio, a solidariedade proletária eo espírito camaraderil dos partidos comunistas e operários e das outras forças anti-imperialistas em vista desta batalha eleitoral dura que temos pela frente, já que o objetivo da burguesia é a diminuição da influência eleitoral do KKE. A razão é que se preocupam com a sua política revolucionária, suas posições claras em relação às organizações imperialistas, a base sólida do KKE no movimento operário e popular, nas fábricas, as empresas, os bairros populares das grandes cidades. É porque não podem submeter o KKE. As e os comunistas, os amigos do KKE, os membros e amigos da KNE dão esta batalha de modo organizado e com decisão, declarando ao povo grego e à classe operária internacional que depois das eleições vamos estar nos locais de trabalho, nas cidades e no campo junto com as famílias operárias e populares, na primeira linha da luta em relação aos problemas do povo, fiéis ao compromisso histórico do partido revolucionário e firmes na luta pelo derrube da barbárie capitalista, pelo socialismo-comunismo.

[1] Um acordo de medidas antipopulares assinado pelo Governo com a UE, o FMI e o BCE para a recepção de novos empréstimos.

[2] VI Lênin, "A luta pelo poder e a" luta "por dádivas", volume 11, páginas 27-31

[Documento tirado de http://inter.kke.gr/News/news2012/2012-05-23-arthro traduzido para o galego por Forja!

Filhos de Abril; O texto contem alguns erros de tradução

Contra o desastre económico do país - PCP anuncia moção de censura ao Go...

sábado, 9 de junho de 2012

Comunicado do PCP sobre o encerramento do tribunal de Baião


Ao povo de Baião

O tribunal de baião condenado ao encerramento

Corria o ano de 2007, quando nos pronunciamos frontalmente contra a possibilidade do encerramento do Tribunal de Baião, no âmbito das previsões do famigerado Novo Mapa Judiciário, mais uma obra distintiva dos acordos entre o PS o PSD e agora em concretização acelerada pelo atual governo de direita, que ainda quer ir mais além das determinações da «troika» internacional, demonstrando uma total falta de respeito pela população portuguesa.
Neste sentido, convém, no entanto, recordar aos Baionenses o seguinte:
O programa de encerramento de serviços públicos essenciais à população, tais como, o Tribunal, as Finanças, a Segurança Social e outros neste concelho, não é só de agora, mas vem desde os governos PS do Engenheiro Sócrates, como o PCP em tempo oportuno alertou em comunicados tornados públicos, veja-se a extinção da delegação da Segurança Social e a privatização da Estação dos CTT na Vila de Santa Marinha do Zêzere.
O encerramento de serviços públicos, a extinção/anexação de Freguesias, a elevadíssima taxa de desemprego, os problemas na área do pequeno e médio comercio e indústria, a liquidação da agricultura, representam as causas de alguns sinais altamente preocupantes da pobreza extrema existente no Concelho e confirmam o que o PCP tem alertado insistentemente há alguns anos:
Baião caminha vertiginosamente para a sua extinção como Município.
Como sempre, o PCP estará na linha da frente e ao lado dos Baionenses, apoiando incondicionalmente todas as suas lutas para a salvaguarda dos seus legítimos direitos e interesses, agora não nos peçam para apoiarmos pretensões oportunistas de quem sempre deu o seu aval às políticas prejudiciais em curso e, virando a casaca, a pretexto do encerramento do Tribunal, pretende lavar as mãos como Pilatos e vir para a rua hipocritamente contestar aquilo que sempre apoiou.

PCP/Baião, 01/06/ 2012

sexta-feira, 8 de junho de 2012

Projecto de resolução que recomenda electrificação do troço Caíde-Marco de Canaveses na linha do Douro foi aprovado


O projecto de resolução do PCP que recomenda ao Governo a electrificação do troço entre Caíde e Marco de Canaveses, na linha ferroviária do Douro, foi hoje aprovado por unanimidade no plenário da Assembleia da República.
ver Projecto de Resolução

domingo, 3 de junho de 2012

MUSS - comunicado , Não à destruição do Serviço Nacional de Saúde


Não à destruição do Serviço Nacional de Saúde


A Nova Carta Hospitalar de autoria da ERS-Entidade Reguladora da Saúde, mais parece uma encomenda a preceito do Ministro da Saúde para constituir uma machadada certeira no já debilitado SNS.
Se as recomendações inscritas na referida Carta forem concretizadas, 26 unidades de saúde fecharão serviços na cirurgia geral, caso dos Hospitais Distritais da Póvoa do Varzim, S. João da Madeira, Santo Tirso, Pombal, Tondela, Seia, Ovar, Alcobaça, Elvas, Chaves, Lamego, Mirandela, Águeda, Torres Novas e Tomar, os quais, possuindo Serviço de Urgência Básica (SUB), deixarão de proporcionar aos utentes internamento da especialidade.
Porém a dita Carta ou Estudo, analisou ainda, além da medicina interna e da cirurgia geral, mais cinco especialidades no respeitante à Neurologia, tendo chegado a uma conclusão curiosa que se traduz na ideia de que esta especialidade só deve existir nos Hospitais Centrais e não nos de proximidade, estando assim envolvidos o Centro Hospitalar do S.João, de Gaia/Espinho, do Santo António, Universitário de Coimbra, Tondela/Viseu, Lisboa Norte, Santa Maria, Lisboa Central, S. José, Médio Tejo, Vila Franca de Xira e Lisboa Sul.
Na especialidade de pediatria com internamento, os autores da encomenda do Sr. Ministro recomendam o encerramento nos Hospitais da Póvoa de Varzim e Distrital de Torres Novas, dizendo mais que esta especialidade deve ser encarada em conjunto com ginecologia e obstetrícia e para que tudo fique no melhor dos mundos acabam os partos nos Hospitais de Amarante, Barcelos, Chaves, Lamego, Mirandela, Santo Tirso, Póvoa de Varzim e Oliveira de Azeméis, originando desta completa panóplia de malfeitorias e de insensibilidade social e moral que os utentes passarão a ir para tratamentos às águas ou irão entrar no mundo da marginalidade, no sentido de obterem recursos para pagamento dos seus padecimentos.
Por outro lado, um novo procedimento de concurso público de contratação de médicos para as instituições do SNS, através de empresas privadas prestadoras de serviços, estilo «man power», representa uma ofensa à dignidade e profissionalismo dos médicos, contribuindo também para a destruição das suas carreiras e da qualidade no exercício da profissão, redundando daqui também um claro prejuízo para os utentes.
Eis alguns dos critérios inadmissíveis a adotar para a contratação dos clínicos:
- a adjudicação valorizará o mais baixo preço/hora
- não existe qualquer exigência de qualidade nos critérios de adjudicação
- os contratos são válidos por períodos de 12 meses
- o prestador privado pode mudar sucessivamente os profissionais com pré-aviso de 30 dias
- os médicos colocados por essas empresas obrigam-se a efetuar pelo menos 4 consultas/hora
- obrigação de preenchimento de registo de presenças
- não exigência de possuírem especialidade de medicina geral e familiar
Estamos, pois, perante mais um ataque cirurgicamente planeado contra o SNS, atitude que só merecerá dos utentes um inequívoco repúdio e provocará uma onda de grande indignação, levando o MUSS-Movimento de Utentes dos Serviços de Saúde a apelar às mais variadas iniciativas, principalmente nas regiões afetadas.
02/06/2012
MUSS-Movimento de Utentes dos Serviços de Saúde





Manif CGTP dia 9 Junho - 14h30 Rotunda da Boavista

sábado, 2 de junho de 2012

Assembleia Municipal de Paredes - breve sumário

Uma sessão da Assembleia Municipal de Paredes ocorreu no passado sábado. O mais significativo da Assembleia esteve nas intervenções algo confusas sobre a criação do Mega Agrupamento Escolar de Rebordosa e Vilela e a tentativa de ilibação de responsabilidades por parte do vereador da Educação Pedro Mendes, bem como a contundente intervenção politica global de Álvaro Pinto, da CDU, sobre o resultado de 1 ano do Pacto de Agressão.

O município encontra-se paralisado em termos de realizações ou projectos, limitando-se o executivo a apresentar pretensas justificações para a inércia ou a destilar um pessimismo desalentador. Aumenta o tem critico de alguns elementos do PSD local, nomeadamente sobre o Mapa Judiciário proposto. A análise sobre os documentos apresentados sobre a actividade do município (Abril-Junho de 2012) efectuada pelo eleito da CDU Cristiano Ribeiro revela também um desleixo e descoordenação interna que se traduz numa má imagem externa. Há em muitos dos protagonistas do poder um claro sinal de fim de ciclo.

A situação financeira real do município é uma grande interrogação. Persiste o discurso opaco. A causas reais de dificuldades, por todos os municípios sentidas, somam-se o tradicional despesismo e clientelismos que ficam caro, embora perpetuem o PSD no poder municipal.

Por fim a votação da toponímia de Recarei, ao contrário do usual, obteve votos contrários do PS e a abstenção da CDU. Não tendo obtido a unanimidade dos votos da AF de Recarei, a proposta apresentada pelo Pelouro do Desenvolvimento Municipal, e aprovada por maioria na reunião do Executivo (votos contra do PS), estava prejudicada pela prepotência do PSD na AF de Recarei, ao recusar proposta da CDU de atribuir o nome 25 de Abril a uma rotunda, para posteriormente aprovar o mesmo nome a outra.

Cuba: una niñez garantizada