A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Porto, 27 de Outubro,Tribuna Pública contra a extinção de freguesias

Desafiamos os Presidentes de Câmara, Manuel Moreira no Marco de Canaveses, Celso Ferreira em Paredes, Alberto Santos em Penafiel e todos os presidentes das Juntas dos três concelhos que foram  favoráveis à vontade de destruir dezenas de freguesias do interior a estarem presentes nesta iniciativa com os vossos argumentos...
 
 

sábado, 6 de outubro de 2012

marco de canaveses - apelo

Contra a extinção de Freguesias Em defesa do Poder Local Democrático

Apelo à população do Marco de Canaveses a estar presentes na reunião da Assembleia Municipal que se vai realizar segunda – feira dia 8 de Outubro 2012, as 20:30 horas.
Não deixe que acabem com a sua Freguesia

Resumo da Assembleia Municipal de Paredes parte I

CRONOLOGIA DE UM SEQUESTRO (I)

21h15 de 4.ª feira dia 3 de Outubro


Frente ao edifício da Câmara Municipal de Paredes, populares com cartazes preparavam-se para presenciar uma sessão da Assembleia Municipal. Alguma tensão no ar. Cheguei acompanhado de Álvaro Pinto. Cá fora já tínhamos ouvido a tradicional lengalenga do PSD cordato (“sou contra, mas”)
A sala tem comunicação social em peso. Talvez corra bem, há testemunhas e houve um apelo dramático ao bom senso por mim efectuado.

Anuncio ao Presidente da Assembleia Municipal que quero apresentar um requerimento para propor a supressão do ponto 11- Reorganização administrativa – Discussão e apresentação de propostas na Assembleia Municipal. Responde-me assinalando o momento: depois da leitura do expediente e anteriormente ao período de antes da ordem do dia. Aqui chegados, o Presidente da Assembleia, “distraído”, não assinala a minha pretensão como líder da CDU. Levanto-me e interpelo o Presidente que diz em tom altaneiro que o senhor deputado da CDU “tem qualquer coisa para dizer”. Retroco-lhe que “qualquer coisa para dizer” é linguagem para fora da Assembleia e que na Assembleia apresento requerimentos, de forma regulamentar. Está o caldo entornado. Feita a leitura a frete do requerimento, escrita á mão, procedeu-se á votação. E que argumentava o requerimento? “…que não tinha havido uma reflexão necessária, nem proposta anterior, sobre a supressão de freguesias e que era inoportuna a sua discussão e votação em Assembleia Ordinária a altas horas da noite e após outros pontos certamente relevantes, mas de importância desigual. Apontava-se para uma Sessão Extraordinária. O rolo compressor da bancada do PSD inviabilizou a aceitação do requerimento. O sinal estava dado, a orquestra estava afinada. Percebia-se que havia um guião e mesmo aspectos não previstos, como a presença de manifestantes, eram orientados via telemóvel do Presidente da Câmara.
Seguidamente o PS apresentou uma proposta que colocava o ponto 11. no inicio da Ordem de Trabalhos. O mesmo rolo compressor do PSD, sem justificação necessária, o posso quero e mando, ditou a sorte da proposta PS. Percebeu-se que íamos assistir a um sequestro, uma pressão inaudita, avessa a diálogos, a sensibilidade, a cortesias. O público presente, interessado na decisão, pareceu anestesiado e chocado com tanta arrogância. Também ele ia penar por querer assistir e talvez ingenuamente sonhar participar da decisão. Os “coronéis” do PSD estavam atentos. Granja da Fonseca, Celso Ferreira, Pedro Mendes, José Manuel Outeiro e Luciano Gomes, de rosto contraído, dirigiam a encenação. Havia umas personalidades menores com papel previsto no sequestro.

2h30 da madrugada de 5.ª feira dia 4 de Outubro
Chegados ao ponto 11., depois de uma digressão intensa pelo Orçamento, relatório de actividades, derrama, IMI, arte “pacóvia”, endividamentos e investimentos a custo zero, preparávamo-nos para a “surpresa” do PSD. A galeria, mais desfalcada, parecia contudo mais motivada. Afinal era um momento histórico, onde o bom senso e a razão poderiam resgatar as bancadas do PS e da CDU. O PSD apresentou á mesa uma proposta, o PS outra, a CDU lembrava que a Reforma Administrativa de Relvas já tinha sido chumbada na Assembleia Municipal por unanimidade. 

A leitura da proposta do PSD feita pela secretária da mesa durou …35 minutos. Foram 31 páginas e dois anexos-fotocópias, lidas às 3 horas da manhã e posteriormente fotocopiadas, um exemplar por cada grupo politico. Um massacre total. E premeditado. Arrogantemente. Julguei que já estaríamos na “suspensão da democracia” da Manuela Ferreira Leite. Mas afinal estávamos no terreno privilegiado dos “coronéis” do PSD de Paredes. Expostos ao gozo, á prepotência, ao descontrolo de “loucos” impunes. Continuo na próxima.
CR 

Intervenção de Arménio Carlos na Marcha Contra o Desemprego - Braga

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

APELO DRAMÁTICO AO BOM SENSO

Na próxima 4.ª feira á noite a Assembleia Municipal de Paredes reúne-se em sessão ordinária. O Ponto 11 da Ordem de Trabalhos é a Reorganização administrativa – discussão e apresentação de propostas na Assembleia Municipal.

Hoje em reunião de Lideres perguntei pelas propostas a discutir na Assembleia. Apresentaram-me actas das decisões por unanimidade das Assembleias de Freguesia de Sobrosa e de Bitarães, contrárias á reorganização administrativa. O PSD afirmou que faria uma proposta global do concelho mas não a divulgou. Ficamos assim a saber que no ponto 11 haverá uma proposta do PSD com anexação / fusão de freguesias, e que obterá o apoio do CDS, na qualidade de parceiro da coligação governamental. Essa proposta será inadmissivelmente discutida na hora e assim votada.

Faço um apelo dramático ao bom senso. Não se discute a organização politica e administrativa de um Concelho às 2 ou 3 horas da manhã. Não se discute o futuro sem uma divulgação de propostas alternativas e a realização de uma Sessão Extraordinária convocada para esse efeito. Não se defende a ruptura com o status quo vigente, sem argumentos sérios como a defesa de prováveis benefícios. Fazê-lo usando o medo de uma rebeldia perante o governo ou a tróica é manifestação de incapacidade e de servidão.

Sabendo do voto contra do PS e da CDU, faço um apelo dramático ao bom senso. Alguns interpretarão isto como ameaça, o que é somente preocupação e prudência. Não estiquem a corda mais do que o devido.

Apelo aos paredenses, a todos os paredenses, a serem testemunhas da História. Comparecei em massa na Assembleia Municipal. Exercei o direito democrático a participar nos destinos do vosso Concelho. DIVULGUEM ESTA MENSAGEM POR TODOS! É HORA DE DIZER BASTA!

Cristiano Ribeiro, cidadão português e paredense

ver em: http://cris-sheandbobbymcgee.blogspot.pt/2012/10/apelo-dramatico-ao-bom-senso.html?spref=fb

Kemet - Assedio de moral

O assédio moral é uma forma silenciosa de violência feita pelo patrão ou pelos cães de guarda deste ao trabalhador. O agressor procura e consegue colocar a vítima numa densa teia.  A forma mais eficaz de combater o assédio moral é rompendo qualquer laço com o agressor.
Rutura é, pois, condição indispensáveis à mudança.
MR

domingo, 23 de setembro de 2012

CTT de Baltar "morte com cinismo"


O sítio na NET da Junta de Freguesia de Baltar informa assim:

“A estratégia de encerramento de estações de correios e agenciamento a outras entidades do serviço público postal, levou ao fim da Estação de Correios de Baltar, curiosamente de forma silenciosa e pacífica.” (sublinhados meus a negrito)

Esta expressão por mim sublinhada a negrito revela muito da autoria de tal anúncio autárquico. Pacificamente, submissa e calada, a Presidente da Junta aceita a perda do serviço, das suas características essenciais, do posto de trabalho, da experiencia acumulada, da riqueza identificadora. E fá-lo com cinismo para com os que dela discordam.

A morte também muitas vezes acontece “curiosamente de forma silenciosa e pacífica”. E não deixa de ser morte.

Esta congratulação com a morte de um serviço público é doentia. Afinal para alguns a vila de Baltar não passa de um lugarejo perdido na serra.

Pena não nos anunciar no sítio na NET da Junta de Freguesia a Presidente da Junta da estratégia de encerramento da Mini- ETAR de Baltar. Mesmo que fosse “curiosamente de forma silenciosa e pacífica”.

Texto de CR em : http://www.cris-sheandbobbymcgee.blogspot.pt/2012/09/morte-com-cinismo.html
Fotografia para mais tarde recordar os coveiros de um serviço público de qualidade e confiança  

Vamos acabar com o Governo das Cigarras, todos a Lisboa dia 29


 

As cigarras que indica, caro ministro Miguel Macedo, não se encontram na situação precária, de desemprego e pobreza porque querem ! O seu partido, aliado ao apêndice CDS-PP, permitem que a labuta do povo não se proporcione exponencialmente !
Mas as formigas (povo), sim, formigas, com consciência social têm trabalhado coletivamente para arranjar alternativas às política que levam à destruição de Portugal diariamente!
A maior cigarra é vossa excelência juntamente e os restantes tentáculos governativos que capam os portugueses e mantêm os luxos ministeriais inalteráveis !

Cartoons publicados no Jornal de Angola sobre licenciatura de Miguel Relvas

 

 




sábado, 22 de setembro de 2012

As indignações

Decorreu um ano com políticas de austeridade extrema e de sacrifícios para a esmagadora maioria da população portuguesa, com reflexos na vida dos trabalhadores e outras camadas populares, tais como, reformados, pensionistas e idosos, utentes e profissionais dos serviços públicos, pequenos e médios comerciantes e industriais, jovens à procura do primeiro emprego e jovens desempregados, colocando o País numa situação de recessão económica e os portugueses em fragilidade e pobreza, impensáveis no Portugal do século XXI.

 No entanto e ultrapassando todos os limites, decoro e sensibilidade social e moral, o atual, esperemos que por pouco tempo, executivo governamental anuncia novas e brutais medidas para agravarem ainda mais a situação dramática do País, constituindo um autêntico roubo, não devemos ter receio das palavras duras, especialmente ao mundo laboral com o aumento das comparticipações para a Segurança Social, das taxas de IRS, a aceleração do ritmo de despedimentos na Administração Pública, enquanto mantém as indecorosas exceções salariais aos gestores e reduz 5,75% na TSU-Taxa Social Única às empresas, beneficiando essencialmente os grandes grupos económicos e as grandes superfícies empresariais, medida sem aval dos próprios representantes do empresariado.

Paralelamente, anuncia o executivo governamental um aumento residual de taxas sobre os mais favorecidos, incidindo nos seus aviões, barcos de recreio e rendimentos, tudo isto contabilizando a ridícula quantia de duas dúzias de milhões de euros em comparação com os milhares de milhões de euros extorquidos aos rendimentos do trabalho, uma operação de «marketing» político e uma hipócrita manobra de diversão para nos fazer crer que os sacrifícios são para todos.

É isto que o primeiro-ministro diz que «não pode ser atirado pela janela fora», mesmo depois de comprovadamente sabermos que as receitas ou o «xarope» se revelaram incapazes de resolver os problemas do País, o qual bem poderia ter sido poupado a este ruinoso caminho protagonizado por PS, PSD e CDS e com a prestimosa clemência do Presidente da República, se houvesse o bom senso de pelo menos escutar as opiniões e mesmo prevenções do PCP.

A credibilidade do governo e a falência das suas políticas estão hoje à vista de todos, pelo que se torna criminosa a sua vontade de continuar o caminho para o abismo com o adiamento das metas do défice, o aumento da dívida soberana, o prolongamento da recessão económica, o esperado aumento do desemprego e o contínuo favorecimento do grande capital.

Pois com este panorama de declínio e pobreza, ainda há quem reclame e se indigne, apesar de continuar a usufruir de mordomias ou acumulação de cargos, caso do Sr. Soares a informar pela televisão que está a ser muito prejudicado com as medidas governamentais e do Sr. Nogueira Leite a dizer-nos via face book que se lhe aumentarem os impostos vai «pirar-se». Eles e outros congéneres já se deviam ter «pirado» há muito tempo, pois assim o País respiraria muito melhores ares e seguramente estaria em muito melhores condições sociais e económicas sem eles.

 Os portugueses devem ter consciência de que, contrariamente ao que nos tentam «injetar» todos os dias, com cábulas e sem elas, há alternativas e propostas a este caminho recessivo e de pobreza, que passam pela renegociação da dívida de forma a permitir uma política económica assente no aumento da produção nacional, da promoção do emprego com direitos, do aumento do investimento, garantindo justiça social e uma legítima distribuição da riqueza, razão pela qual é urgente unir esforços nesse sentido, na certeza de que o povo terá sempre a última palavra.

VB 
14/09/2012
 

domingo, 16 de setembro de 2012

Manifestação, 29 de Setembro

A luta deve continuar, porque se não continua, não valeu a pena. Se não continuarmos seremos vencidos pelo cansaço e pelo comodismo. No dia 29 de Setembro que a Rua volte a falar.

Por um Portugal com futuro e pelo futuro de Portugal.

sábado, 15 de setembro de 2012

Sobre a manifestação de 15 Setembro

Filhos de Abril : É necessário transformar a indignação em ação, para que as manifestações de rua não sejam meros atos de protesto,muito louváveis sem dúvida, mas que deverão ter continuidade numa luta por uma nova política.

Hoje, dia 15, muita gente vem para as ruas protestar, manifestar o seu repúdio contra as consequências da política prosseguida (através de multiformes alianças) desde há anos, consequências que atingem limites de suportabilidade. Estou solidário com quem assim o faz.

No entanto, mais que protestar contra as consequências, há que lutar contra as causas, há que prosseguir com a luta de denúncia e rejeição que se faz, há anos, em cada momento (todos históricos), contra o que nos trouxe a estas consequências.
Hoje, há que mobilizar para essa luta contra as causas, há que impedir que a revolta seja aproveitada, seja manipulada para contrariar a luta consequente e permanente. Seja a torneira de escape ou o pretexto para provocações.

A indignação é mais que legítima, como é indispensável a inserção dos justamente indignados numa luta organizada (não só de alguns, por muitos que sejam, luta convergente, de cada vez mais). Organizada porque discutida, debatida, convergente e com o objectivo de derrotar esta política, que tem, agora, o rosto de uma agressão vinda do exterior e realizada por serventuários internos, com tanto zelo que até começam a ter contra si - e na aparência, no ludíbrio... - os próprios mandatários.

Saúdo, e por mim falo, todos os que hoje se manifestam, justamente indignados.
E preparo-me (com muitos), para a manifestação organizada (por e para muitos, em que incluiria os hoje justamente indignados) para 29 de Setembro, no Terreiro do Paço.
Que terá de ser ENORME!

 
 
Publicado por Sérgio Ribeiro em http://anonimosecxxi.blogspot.pt/

quinta-feira, 13 de setembro de 2012

"A normalização da anormalidade"

1. Eis uma história simples... O pai do Francisco morre inesperadamente e ninguém sabe como dar-lhe a terrível notícia. Até que surge um voluntário, o António, que, emboscando o Francisco à saída do trabalho, lhe diz: "Francisco, aconteceu uma tragédia, morreu a tua família toda!". O Francisco dá um grito sem som, e o António não espera mais: "Tem calma, pá, estou a brincar, não foi bem assim, morreu apenas o teu pai!". Com um ronco de alívio do tamanho da vida, o Francisco grita: "Ena, pá, que grande susto me pregaste, vamos mas é beber uns copos para festejar!".

2. É que há qualquer coisa que me está a escapar neste dia-a-dia em que fomos mergulhados. Leio no jornal que o governo decidiu o encerramento de mais 239 escolas do 1.º ciclo do ensino básico. Duzentas e trinta e nove escolas, por extenso, não haja confusões. Peço-vos que experimentem contar em voz alta de 1 até 239, e verificarão que no último terço da contagem a nossa voz começa a ficar entaramelada... Mas, tanto quanto o encerramento das escolas, incomodou-me – a acreditar nos jornais – a passividade com que ele foi aceite, por dirigentes das escolas, por docentes, por pais, por autarcas, com o extraordinário argumento de que, desta feita, tudo havia sido previamente acertado. Ora, estas 239 não constituem senão a última fatia – até agora – de um total de 3720 escolas encerradas desde 2005. Três mil setecentas e vinte! Contar em voz alta de 1 até 3720 deixa-nos seguramente sem fôlego – um reflexo fisiológico menor da brutalidade concretizada neste impiedoso e sistemático encerramento. Já nem falamos dos sérios inconvenientes que existem na substituição de uma escola humanizada, de pequena dimensão, próxima da família – tudo o que se recomenda, enfim, para crianças com estas idades –, por uma outra a quilómetros de distância, por vezes a muitos quilómetros, onde os alunos passam de pessoas a números, fruto de uma gestão cada vez menos pedagógica por força dos mega-agrupamentos.

3. O nosso país está a ser reduzido a duas faixas litorais: uma, a oeste, que se estende no sentido norte-sul, entre Viana do Castelo e Setúbal, com não mais de 40 km de profundidade, e uma outra, a sul, no Algarve, no sentido leste-oeste, com menos de 10 km de profundidade – não existem praias tão largas – e entregue à monocultura do turismo. (Devido à sua especificidade geográfica, não falo aqui da Madeira e dos Açores). Fora destas faixas, existem alguns enclaves: Évora, Viseu, Vila Real e, sem ofensa, pouco mais. Porque quando se encerram 3720 escolas, e esse encerramento é acompanhado pelo de maternidades, centros de saúde, valências hospitalares, tribunais, linhas de caminho de ferro, estações de correio, postos da GNR, esquadras de polícia – o que é que afinal está a ser encerrado? Ou, de outro modo, que país nos resta? Na definição de "país", até na componente estratégica da defesa, a ocupação do território é essencial – e nós não estamos a ocupar mais do que 30.000 dos 89.000 km2 do nosso território continental.

4. Ouço na televisão um sindicalista docente dizer, à saída de uma reunião com o Senhor Ministro da Educação e da Ciência: "Há possibilidades de não haver condições de sucesso para os alunos". Bem, eu sei que devemos ser cuidadosos com as palavras – mas tanto?!... Com as alterações curriculares, com o aumento do número de alunos por turma, com a constituição dos mega-agrupamentos, com o despedimento, no imediato ou a prazo, de milhares de professores (não dezenas de milhares, mas apenas [?] milhares), com a promessa feita pelo Ministério de que as melhores escolas (o que quer que isto queira dizer) poderão vir a contratar mais professores (quando qualquer pessoa de bom senso pensaria que, a existir essa possibilidade, ela se destinaria às escolas mais problemáticas), com a instabilidade e a insegurança instaladas na vida profissional, pessoal e familiar dos docentes por meio de uma brutal guerra contra eles desencadeada pelo Ministério, concretizada no bombardeamento das escolas com sucessivas e contraditórias orientações sobre a vinculação e os concursos – e não se diz mais do que "Há possibilidades de não haver condições de sucesso para os alunos"?!... Uma frase que é exactamente o mesmo que nada dizer.

5. A anormalidade já está normalizada?...

José Calçada (texto publicado no Público)

quinta-feira, 30 de agosto de 2012

Festa do Avante - Loures 1988 e 1989‏

   1988

 
Um ano sem festa foi como um sábado sem sol. E aí estávamos em Loures, uma mudança difícil mas com êxito, para terrenos de autarquia CDU. Preparava-se o XII Congresso e os tempos corriam difíceis, já o mostravam sinais nas exposições da cidade internacional. A par da reflexão que as realizações políticas mostravam, a Festa não esmorecia. Comemoravam-se os Descobrimentos. E, sinal de modernidade, entrava lá a nova realidade das rádios locais. E o vídeo.

1989

Loures 1989

Logo ali, em Loures, foi com extraordinário entusiasmo que os militantes comunistas, os trabalhadores e o povo adquiriram os Títulos de Comparticipação emitidos pelo Secretariado do PCP no âmbito da campanha de fundos, cujo objectivo era angariar os 150 mil contos desembolsados na compra. Mas a grande explosão de alegria deu-se no comício de encerramento da Festa.



Perante centenas de milhares de pessoas, Álvaro Cunhal lembrou que apesar da importância que a Festa do Avante! Assumia na vida portuguesa, consolidando-se como a maior iniciativa político-cultural de massas, «têm procurado contrariá-la, através de inúmeras dificuldades, e particularmente a de um grande terreno para a sua realização.

Quinta da Atalaia


Quinta da Atalaia


«Estivemos um ano sem fazer a Festa, e por fim conseguimos alugar este terreno (..) aqui em Loures. Fizemos a primeira, e estamos a fazer a segunda, mas creio que, não apenas no nosso Partido, mas em todos os democratas, em todos aqueles que têm visto o valor desta Festa do Avante!, surgiu uma outra ideia: é preciso acabar com esta situação», sublinhava Álvaro Cunhal.
«Até de helicóptero foram feitas prospecções em torno de Lisboa», revelava o secretário-geral do PCP antes de confirmar o que já todos esperavam: « É no concelho do Seixal, são 25 hectares. É um terreno bonito, formoso, junto ao rio, que tem urbanização, e pensamos que as festas que aí iremos realizar terão condições para ser belíssimas festas, num ambiente aprazível, onde nos sentiremos bem, além do mais porque ninguém nos pode tirar de lá!».
A multidão respondeu num grito uníssono: «É nosso! É nosso!».


 


quarta-feira, 29 de agosto de 2012

O Dr. Artur Penedos,Vereador PS CM Paredes (de Esquerda...Não! De Direita...Que confusão), acusou recentemente o nosso Blogue Filhos de Abril de apoiar a Direita


Artur Penedos ; "Os autodenominados Filhos de … Abril, como é sabido, mantêm-se fiéis ao PSD local (nada diferente do resto do país – as suas alianças preferenciais são com … a direita)"

Filhos de Abril: O verniz estalou quando nós aqui no Blogue publicamos um texto com o nome" locais de culto", que em boa verdade o PS vai até ao ridículo de uma politica de olfacto apurado para defender Parada de Todeia dos maus cheiros de Frango. Temos conhecimento de que o autor do texto chamou atenção do erro do Dr. Artur Penedos.

O Autor do texto diz o seguinte em resposta ao Vereador;

"Ficamos a saber que o PS de Paredes lê blogues e se especializou até a denegri-los, depois de se entreter a mudar-lhes o nome. Com alguma atenção perceberia o PS de Paredes que no Blogue Filhos de Abril transcreve-se um texto, daqui, do blogue pessoal cris-sheandbobbymcgee.blogspot.pt publicado, e portanto da minha autoria. Ao autor do texto “locais de culto” (e só a ele) as devidas recriminações."

Filhos de Abril ; Contudo, dá para observar e no qual convém dizer ao Sr. Dr. vereador que não teve uma má interpretação qualquer , diga-se até teve uma muito grave interpretação quando diz que os Filhos de Abril são "fiéis ao PSD"...

Embora o PS, que não é diferente do PSD aqui pelo nosso des/gosto, ao "Fundador da União Geral de Trabalhadores (U.G.T.)"( Traidor dos trabalhadores que assinaram com o Governo mais exploração empobrecimento)  Artur Penedos, deixamos aqui a seguinte analise das evidentes dificuldades de leitura;
  1. "L.E.R. - Nos últimos tempos, parece que virou moda o diagnóstico de L.E.R. (Lesões por Esforços de Repetição) também chamado de DORT (Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) para as pessoas que usam com frequência o computador. Qualquer dorzinha que apareça nos braços ou nas mãos faz com que muitos imaginem equivocadamente que estão com L.E.R., uma doença que causa lesões definitivas e deixa várias sequelas." (Dr. Drauzio Varella)
  2. "O disléxico pode, também, ser um portador de conduta típica, com síndrome e quadro de ordem psicológica, neurológica e lingüística, de modo que sua síndrome compromete a aprendizagem eficaz e eficiente de leitura e escrita, mas não chega a comprometer seus ideais, idéias, talentos e sonhos. Por isso, diagnosticar, avaliar e tratar a dislexia, conhecer seu tipo, sua natureza, é um dever do Estado e da Sociedade e um direito de todas as famílias com crianças disléxicas em idade escolar." (DISLEXIA: UMA DOENÇA DA CLASSE MÉDIA) (Vicente Martins)

Filhos de Abril: Pelos bastidores do Blogue tem "Socialistas" (que ficaram supresos com tais declarações), Comunistas, independentes, católicos, islamitas, Democratas, patriotas, mas NUNCA! PSD, PS (salvaguardando os enganados) e do CDS.(troika Portuguesa de Direita).

Filhos de Abril, sempre na luta, esclarecimento e denuncia contra a Reacção e a Direita. Pela construção do Socialismo!

terça-feira, 28 de agosto de 2012

Alto da Ajuda

1979

cartaz 1979


No Alto da Ajuda, desta vez, e por alguns anos. Com o Tejo em fundo. Foi preciso desbastar aquela dura terra, amanhá-la para a grande cidade festiva, cravada na verdura de Monsanto.

Refazer tudo - avenidas, abastecimento de luz e água, esgotos. Reconstruir o vasto palco principal.

Reconstruir o vasto palco principal. Sons da Festa - Mercedes Sosa, da Argentina;

ver video

“A semente do meu comunismo vem de uma pergunta que ao longo do tempo se renova: Por que há pessoas que nascem sem nada, castigadas pela miséria e pela fome e outras que nascem com tudo e com a possibilidade de se desenvolver intelectualmente?”

Mercedes Sosa,
 
EP 1979
 
 EP 1979







Alto da Ajuda
1980

Cartaz 1980
 
 
Sei que estás em festa, pá, tanto mar, tanto mar... O mar não foi tanto que a voz de Chico Buarque não chegasse à Ajuda, vibrando comovidamente com a multidão que o acompanhou... Outras vozes entravam na Festa pela primeira vez, como a voz inesquecível de Zeca Afonso. E as de Adriano, Fausto, Luísa Basto, Sérgio Godinho. Vozes portuguesas numa Festa que homenageava Camões no quarto centenário da morte do Poeta. Na Cidade da Juventude, os sons do jazz, que vinham de várias partes do mundo. A exposição de etnografia, organizada por Giacometti, é uma das memórias que perduram desse ano.

 





 
Ver video



Giacometti
 
 

EP 1980
 
Alto da Ajuda
1981

Cartaz 1981
 
A exposição dos 60 anos do Partido dominava. Era também, o ano do 50.° aniversário do Avante!.
A III Bienal, entretanto, abria com a participação de 200 artistas e homenageava Cipriano Dourado.
Outras homenagens - a Fernando Lopes Graça, a José Gomes Ferreira.
Novidade foi o desfile dasMarchas Populares dos bairros de Lisboa, no recinto da Festa.
 

 60 anos

 
Cipriano Dourado
 
EP 1981


EP 1981
 
Alto da Ajuda
1982






Uma Festa molhada. Esse fim de semana não foi poupado pela chuva, que acabou prejudicando os espectáculos. As organizações, porém, vinham com ideias novas, novas maneiras de mostrarem o País ao visitante. E o Poder Local, com uma exposição central e várias regionais, mostravam a consolidação do trabalho autárquico democrático e historiavam a tradição municipalista portuguesa.
Dois auditórios, um com teatro e folclore, outro com debates, a construção de um Polivalente desportivo, permitiram numerosas realizações.
 
Cartaz 1982

Alto da Ajuda
1983


Efemérides- o 6.° centenário da Revolução de 1383/85 e o centenário da morte de Marx«patrocinam» a Festa. No ano em que o Palco 25 de Abril (como ficará a chamar-se) se muda para melhores ventos, a massa de público face ao Tejo. Um Arraial acolhe condignamente os espectáculos de folclore. E um novo auditório, o 1.° de Maio, outros espectáculos que exigem «intimidade». Se é que a intimidade sobrevive no vasto espaço da Ajuda. A Bienal homenageia Abel Manta e Carlos Botelho.
 
Cartaz 1983

EP 1983


Alto da Ajuda
 1984


O 25 de Abril tinha dez anos, de Abril se vestiu a Festa. E marcou a exposição política central e foi tema para os Encontros em que operários da terra e da indústria disseram das suas lutas. A voz já ausente de Ary não deixou de vibrar, com gravações dos seus poemas. E os versos que escreveu foram publicados, com lançamento dos VIII Sonetos. Música - os «Kitushi», de Angola; «Goloshokin», da URSS; «Dixieland»de Berlim, RDA; Arturo Sandoval, de Cuba. E tantos outros.

Cartaz 1984
 
Alto da Ajuda
1985
É a 10.ª Festa. Marcada pelo lançamento do livro «O Partido com Paredes de Vidro», de Álvaro Cunhal, um texto cuja divulgação ultrapassou em muito as fronteiras do PCP. As organizações regionais voltam a dar um salto qualitativo na apresentação dos seus espaços - com destaque para o Porto, que abria uma série de exposições com o painel de Júlio Resende, a «Ribeira Negra», e para Lisboa, com a reprodução do Arco da Rua Augusta. A V Bienal dava lugar de destaque à gravura e mostrava uma exposição individual de Gil Teixeira Lopes.
Cartaz 1985

Alto da Ajuda
1986

Centenário do 1.° de Maio. Comemorado também na Festa, com três centenas de painéis em mil metros de exposição alusiva à data. Uma exposição fotográfica - «Objectiva 86» - com nomes destacados: Dimitri Baltherman, Carlos Relvas, Augusto Cabrita. Uma mostra de cinema não profissional. O Avanteatro, com sete companhias a participarem. E os sons? Júlio Pereira, Carlos Paredes, Manuel Freire. O«Oktober Club» pela terceira vez. E o laser a riscar os céus da Ajuda...

Cartaz 1986

 


sexta-feira, 24 de agosto de 2012

quinta-feira, 23 de agosto de 2012

Festa do Avante 1977 e 1978, Vale do Jamor

“ Jamor. Um vastíssimo terreiro “
 
1977
 
 1978
 
Em 1977, na primeira das manifestações de intolerância que se seguiriam, a Associação Industrial Portuguesa recusou a cedência da FIL para realização da Festa. A peregrinação da busca de local começou. E nesse ano, no meio de alguma polémica, foi tomada uma decisão histórica: fazer a Festa ao ar livre.
A sugestão de se usar o abandonado hipódromo do Jamor, mas essencialmente pela consciência de que uma festa como a do Avante!, popular, de massas, exigia o ar livre.

Vale do Jamor
 
É com a ida para o Jamor que a Festa adquire traços de identidade que se mantêm até hoje.


Jamor

Jamor
 
Com o ar livre a Festa passou a ver-se e, dentro da Festa, os visitantes passaram a ver-se a si próprios. A circulação, a decoração, a lógica plástica dos pavilhões, tudo ganhou exigências novas pela dimensão e pelo facto de se desenhar sobre um terreno inteiramente livre e aberto. Do ponto de vista plástico, foi o primeiro ano em que Rogério Ribeiro daria um contributo que, nas formas rasgadas e amplas e nas decorações de cores fortes e directas, daria à Festa não apenas um fascinante ambiente de ar livre profundamente estetizado, mas também um ambiente cromático em que se unia a combatividade e alegria da motivação da Festa com um cunho indelevelmente português e popular.
 
avante78

Mas talvez o passo mais importante dado em 77 tenha resultado do gigantesco esforço que representou erguer a Festa. Em 76, a FIL, infraestruturada, com pessoal próprio e especializado, resolvera muitos problemas; em 77 foi preciso fazer tudo. Erguer pavilhões, enterrar canalizações e redes eléctricas, tratar dos esgotos e dos abastecimentos, limpar o terreno. Se na FIL quase bastara desenhar, a partir daqui a responsabilidade e capacidade de um engenheiro, Fernando Vicente, era exigida pela própria realidade.
 
 
Tudo isto num país de há três décadas, com soluções técnicas limitadas, nenhuma experiência em iniciativas deste tipo e dimensão - tudo ainda agravado por meios financeiros limitados. A Festa de 77 só foi possível porque a organização do Partido se empenhou directamente na sua construção




Ao sair fisicamente das mãos dos militantes, a Festa passou a ser não apenas um ponto de encontro e de convívio mas uma obra colectiva, uma criação colectiva do colectivo partidário. Ao visitar a sua Festa, o Partido revia-se no que directamente construíra, para si e para Politicamente, a Festa assumia uma importância que dificilmente se poderia ter previsto. Passou a marcar o inicio do ano político e a assegurar o rápido retomar de trabalho das organizações após o período de férias. Em si própria, a Festa, no meio da dura batalha ideológica, constituía o mais poderoso desmentido da imagem que inimigos e adversários pretenderam sempre dar do Partido, fosse o do jamais verificado «declínio irreversível», fosse o do sempre negado «fechamento às novas realidades» humanas e culturais. Os milhares de visitantes.


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