A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



sábado, 26 de novembro de 2011

Adesões no distrito do Porto – Greve Geral – 24 Novembro 2011


Enfermeiros Hosp. Padre Américo, Penafiel – turno da noite – 71%

Enfermeiros IPO – turno da noite – 73%

Enfermeiros Centro Hospitalar de V.N.Gaia – turno da noite – 45%

Caetano Bus/metalurgia – V.N.Gaia – 60%

GE Power Controls – 1º turno – V.N.Gaia – 50%

GE Power Controls – turno normal – V.N.Gaia – 60,3%

Móveis Fernandes & Rodrigues – 60%

Const. Dias, Carvalho & associados – 70%

Soc. Const. Castro & Mendes – 65%

Const. Pereira Gomes – 60%

Soc. Const. do Ave – 65%

Ferreira Granitos Lda – 70%

António Sousa & Filhos – 63%

Const. Silva Coelho e Filhos, lda – 58%

Const. Irmãos Unidos – 70%

Soc. Const. Patrício & Lima – 60%

Soc. Const. Jaime Ferreira – 65%

Const. David Gomes – 60%

Móveis Paulo & Pedro – 63%

Móveis Fernando Oliveira – 72%

Mobiliário João David Teixeira – 60%

Rochas Ornamentais Felismino Silva – 65%

Soc. Const. Sousa & Romeu – 75%

Luís Acácio Mobiliário – 65%

Soc. Const. Francisco Jesus – 70%

Aurélio & Sandro Soc. Const. – 75%

Mármores e Granitos do Alto Douro – 65%

Juliano & Rodrigues Soc. Const. – 75%

Soc. Const. António Pacheco – 70%

Francisco Gomes & Pinto – 72%

Construções Joaquim Barros – 70%

Fernando Carvalho & Filhos – 65%

Construções Rodrigo Unipessoal – 55%

Construções S.Jorge – 80%

João Pinto Moreira – 60%

Móveis Pereira – 60%

João & Alberto Granitos – 57%

Soc.Const.Pinto Moreira – 75%

Móveis Rosa & FiLhos – 65%

Const. J.Leitão – 70%

Soc. Pedreiras Carvalho & Filhos – 60%

Const. Maia da Rocha – 55%

Const. Pereira Ribeiro – 75%

Móveis Cristiano & Filhos – 65%

João Pinto Fonseca – 60%

Const. Luís Carvalho – 70%

Soc. Const. Benjamim – 62%

Antero & Carvalho – 70%

Soc. Const. Beira Alta – 75%

Soc. Const. Pinto & Coelho – 65%

Móveis Rodrigo & Filhos – 65%

Pedreiras e Granitos de Lamelas – 60%

Soc. Const. José Maria Carvalho – 70%

Soc. Const. Mesquita & Filhos – 75%

Pedreiras e Granitos do Tâmega – 70%

SOCOMETAL, Vila Nova de Gaia – turno normal – 90,4%

CAMO, V.N.Gaia – 71.8%

FERFOR, Felgueiras – turno normal – 76%

INAPAL, Matosinhos – turno da manhã – 50,8%

FICOCABLES, Maia – 1º turno – 35%

CDPs/COC-N Porto – 89%

CDPs/COC-N Ermesinde – 64%

CDPs/COC-N Felgueiras – 42,86%

CDPs/COC-N Gondomar – 84%

CDPs/COC-N Marco de Canaveses – 89%

CDPs/COC-N Matosinhos – 60%

CDPs/COC-N Senhora da Hora – 86%

CDPs/COC-N Paços de Ferreira – 57%

CDPs/COC-N Penafiel – 82%

CDPs/COC-N Póvoa de Varzim – 50%

CDPs/COC-N Rio Tinto – 53%

CDPs/COC-N Santo Tirso – 57%

CDPs/COC-N Valadares – 60%

CDPs/COC-N Valongo – 77%

CDPs/COC-N Vila do COnde – 70%

CDPs/COC-N Vila Nova de Gaia – 70%

Finanças Amarante – 100%

Caixa Geral de Depósitos/STEC, Porto – 80%

Segurança Social Miguel Bombarda, Porto – 45%

Cantina CCD Miguel Bombarda, Porto – 100%

Serviço Informativo Miguel Bombarda, Porto – 80%



Such – Cantina Hosp. Pedro Hispano, Matosinhos – 100%

uniself, SA – Cantina da Esc. Montebello, Porto – 100%

uniself, SA – Cantina da Esc. António Aroso, Porto – 100%

Eurest, lda – Cantina da Esc. EB 2,3 de Santo Tirso – 100%

uniself, SA – Cantina da Escola do Lagarteiro, Porto – 100%

uniself, SA – Cantina da Esc. Augusto Leça, Porto – 25%

uniself, SA – Cantina da Esc. da Sé, Porto – 100%

uniself, SA – Cantina da Escola S.Tomé, Porto – 66%

Gertal, SA – Cantina da Esc. Cima da Serra, Gondomar – 100%

Gertal, SA – Cantina da Esc. do Seixo, Gondomar – 100%

Gertal, SA – Cantina da Esc. de São Caetano 1, Gondomar – 100%

Gertal, SA – Cantina da Esc. Santegãos, Gondomar – 100%

Gertal, SA – Cantina da Esc. Bela Vista, Gondomar – 100%

Gertal, SA – Cantina da Esc. Boucinha, Gondomar – 100%

Solnave, SA – Cantina do Centro de Formação 11, Porto – 75%

Eurest, Lda – Cantina da Esc. Manoel de oliveira, Porto – 100%

Eurest, Lda – Cantina da Esc. Garcia de Horta, Porto – 100%

Eurest, Lda – Cantina da Esc. da Barranha, Porto – 100%

Itau, Lda – Cantina RTP, Gaia – 50%

Itau, Lda – Cantina do Hosp. Prelada, Porto – 100%

Eurest, Lda – Bar do IPO, Porto – 100%

Trabalhadores da Construções S. Jorge – 80%

Trabalhadores da construções Pereira Ribeiro – 70%

Trabalhadores da Construções Beira Alta – 70%

Trabalhadores da Construções Mesquita & Filhos – 70%

Hospital Prelada – 4 Pisos serviços mínimos



Faculdade Medicina – Secretaria Encerrada

IPO Porto – Bloco Operatório – 50%

Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia – Consulta Externa – 100%

Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia – Oftalmologia – 50%

Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia – Gastro – 100%

Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia – Cardiologia – 100%

Centro Hospitalar de Vila Nova de Gaia – Internamento – 100%

Vila do Conde – Tribunal – 50%

Vila do Conde – Finanças – 50%

Escola EB 2, 3 Olival – 90% (2 professores a dar aulas, a meia dúzia de alunos)

Hospital S. João – Farmácia 99%

Hospital S. João – Cirurgia ambulatório 100%

Hospital S. João – Oftalmologia 100%

Hospital S. João – Otorrino 100%

Hospital S. João – Bloco Central 100%

Hospital S. João – Centro Torácico 100% (está 1 trabalhador contrato 3 meses)

Hospital S. João – Central Diagnóstico 100%

Hospital S. João – Refeições 100%

Escola EB 2,3 Santa Marinha Zêzere – 50 % (secretaria encerrada, assist operacionais 50%)

Escola Secundária Boa Nova – 100%

Agrupamento Escolar Aurélia Sousa – 100%

Escola Secundária Rio Tinto – 80%

Escola Secundária Fontes Pereira de Melo – 100 % encerrada

Escola Secundária Clara de Resende – 100% encerrada

Agrupamento Escolar Ramalho Ortigão – encerrada

Escola Secundária Garcia da Orta – encerrada

Escola Secundária Francisco Torrinha – encerrada

Escola Secundária Rocha Peixoto – encerrada

Escola EB 2,3 J. Araújo – encerrada

Escola EB 2,3 Gervide – encerrada

Finanças Amarante – encerrada

Loja Cidadão Seg.Social, SEF, Cca – encerrada

Escola EB 2,3 Toutosa – encerrada

Agrupamento Escola Saul Dias – encerrada

Agrupamento Escola Cerco – encerrada

Escola EB 2,3 S. Pedro da Cova – encerrada

Escola Secundária Senhora da Hora – encerrada

Escola EB 2,3 Nicolau Nasoni – encerrada

ISS A. Patrício – encerrado serviços tesouraria

Cerâmica de Valadares – 30%



GE Power Control – 60%

Avenadecor – 100%

Associação Nacional de Deficientes e Sinistrados do Trabalho – Porto – 100%

Junta de Freguesia de Leço do Balio – 100%



Junta de Freguesia de Vila do Andorinho – 100%

Junta de Freguesia de Leça da Palmeira – 100%

Junta de Freguesia de Guifões – secretaria – 100%

Junta de Freguesia de Leça do balio – secretaria – 100%

Câmara Municipal da Maia – pavilhão desportivo – 100%

Câmara Municipal da Maia – Paços do Concelho – 90%

Câmara Municipal da Maia – Oficinas – 90%

Câmara Municipal da Maia – Jardins – 100%

Maia Ambiente – nocturno – 30%

Câmara Municipal de Santo Tirso – Estaleiros – 90%

Câmara Municipal de Santo Tirso – Paços do Concelho – 70%

Câmara Municipal de Santo Tirso – escolas – encerradas

Câmara Municipal de Baião – Oficinas – 50%

Junta de Freguesia de Perafita – 95%

Câmara Municipal de Amarante – Secção de Pessoal – 100%

Câmara Municipal de Amarante – Urbanismo – 100%

Câmara Municipal de Amarante – Tesouraria – 100%

Câmara Municipal de Amarante – Atendimento – 50%

Junta de Freguesia de Santa Cruz do Bispo – 100%

Câmara Municipal do Porto – DLU – 80%

Câmara Municipal do Porto – Paços do Concelho – 30%

Câmara Municipal do Porto – CTT – 50%

Câmara Municipal do Porto – Gabinete do Munícipe – 100%

Águas do Porto, EM – geral – 45%

Águas do Porto, EM – cantina – 100%

Águas do Porto, EM – tesouraria – 100%

Câmara Municipal de Valongo – serviços administrativos – 50%

Câmara Municipal de Valongo – Oficinas – 80%

Câmara Municipal de Vila Nova de Gaia – Oficinas – 90%

Águas de Gaia, EM – 70%

Bombeiros Sapadores de Gaia – 90%

Junta de Freguesia de Arcozelo – 87%

Junta de Freguesia de Oliveira do Douro – 86%

Junta de Freguesia de Aldoar – 100%

Junta de Freguesia de Paranhos – 100%

Junta de Freguesia de Campanhã – 82%

Junta de Freguesia de Foz do Douro – 100%

Junta de Freguesia de Nevogilde – 100%

Junta de Freguesia de Miragaia – 100%

Junta de Freguesia de Santo Ildefonso – 25%

Junta de Freguesia da Vitória – 100%

Câmara Municipal de Vila do Conde – encerrada

CTT Distrito do Porto – 56,35%

Câmara Municipal de Amarante – Águas – 100%

Câmara Municipal de Amarante – Secretaria – 40%

Câmara Municipal de Gondomar – Parque CAL – 30%

Câmara Municipal de Gondomar – Parque operacional – 65%

Câmara Municipal de Gondomar – Urbanística – 5%

Câmara Municipal de Gondomar – Higiene e limpeza – 30%

Águas de Gondomar – 15%

Câmara Municipal de Lousada – 15%

SMAS da Maia – 20%

Câmara Municipal da Maia – geral – 90%

Câmara Municipal da Maia – Jardins – 100%

Câmara Municipal de Marco de Canaveses – contabilidade – 100%

Câmara Municipal de Marco de Canaveses – Armazém – 50%

Câmara Municipal de Marco de Canaveses – Pintura – 100%

Câmara Municipal de Marco de Canaveses – Obras – 50%

Câmara Municipal de Marco de Canaveses – Serralharia – 100%

Câmara Municipal de Marco de Canaveses – recursos humanos – 25%

Câmara Municipal de Marco de Canaveses – Mecânica – 100%

Câmara Municipal de Matosinhos – varredura nocturna – 100%

Câmara Municipal de Matosinhos – recolha nocturna – 100%

Câmara Municipal de Matosinhos – Horto municipal – 88%

Câmara Municipal de Matosinhos – Serviços de Higiene e Limpeza – 90%

Câmara Municipal de Matosinhos – serviços técnicos – fechado

Câmara Municipal de Matosinhos – Oficinas – 70%

Câmara Municipal de Matosinhos – escolas e infantários – 100%

(12h30) Metro do Porto – condutores - 98,5%

(12h30) Camo – turno da manhã - 65%

(12h30) Socometal – turno da manhã - 90%

(12h30) Groz Beckert – turno da manhã - 50%

(12h30) Caetano Bus – turno da manhã - 60%

(12h30) Sakthi – turno da manhã - 80%

(12h30) STCP – 90% de adesão após as 10h

(12h30) Metro do Porto - encerrada a ligação à Maia

(12h30) Metro do Porto - encerrada a ligação a Gondomar

(12h30) Metro do Porto - encerrada a ligação ao Aeroporto

(12h30) Metro do Porto - encerrada a ligação a Matosinhos

(12h00) Universidade do Porto – docentes - adesão muito significativa com mais de 80% de aulas não realizadas em Letras, em Ciências e em Arquitectura

(11h50) Metro do Porto – Póvoa de Varzim e VIla do Conde - encerrado

(11h50) Centro Hospitalar de Póva de Varzim / Vila do Conde – sem consultas e sem cirurgias

(11h50) Tribunal de Vila do Conde – encerrado

(11h50) Câmara Municipal de Vila do Conde – Biblioteca- encerrada

(11h50) Câmara Municipal de Vila do Conde – Serviços Administrativos – encerrados

(11h50) Escola José Dias, Vila do Conde – encerrada

(11h50) Escola Afonso Sanches, Vila do Conde – 70%

(11h50) Escola Frei João, Vila do Conde – encerrada

(11h50) Escola Secundária José Régio, Vila do Conde - encerrada

(11h50) Escola Secundária Tomás Pelayo, Santo Tirso - encerrada

(11h50) Escola José Dias, Vila do Conde – encerrada

(11h30) Junta de Freguesia de S.Pedro da Cova, Gondomar- encerrada

(11h30) Centro Social de Soutelo, Rio Tinto – encerrado

(11h30) Autoestradas Ascendi – 80%

(11h30) Modelo, Vila do Conde - 70%

(11h30) Santa Casa da Misericórdia da Póvoa de Varzim – 70%

(09h50) Acção de sensibilização dos trabalhadores do Via Catarina – ver vídeo

(09h46) Gencoal, Vila do Conde - 95%

(09h45) piquete frente ao Via Catarina, Porto – ver vídeo

(09h45) piquete frente ao Via Catarina, Porto

(09h30) Escola Secundária Augusto Gil, Porto - encerrada

(09h30) Escola Secundária Almeida Garrett, V.N.Gaia – encerrada

(09h00) CP Porto (turno da manhã) – 100%

piquete na Estação da CP em Caíde Rei, Lousada

(08h00) CP – 100%

(08h00) Polícia agride piquete de greve na estação da CP em Penafiel – ver vídeo

(08h00) STCP – 100%

(07h58) Petrogal – Refinaria de Matosinhos – 50%

(07h15) Estação de S.Bento

(07h00) CP – 100%

(07h00) STCP – 100%

Jorge Machado, deputado do PCP, com o piquete de greve na Estação de S.Bento - ver vídeo

(02h30) estação de S.Bento

(02h15) Portagens de Lousada – 100%

(02h15) Portagens de Caíde de Rei - 100%

(02h15) Portagens do IP9 – 100%

(02h15) Portagens de Ermesinde Plena Via - 100%

(02h15) Portagens de Ermesinde Nó - 100%

(02h15) Portagens de Campo – 100%

(02h15) Portagens de Valongo – 100%

(01h59) Porto de Leixões, Matosinhos – 100%

(01h40) CP – comboios da noite - 100%

ver piquete na Estação de S.Bento

(01h38) STCP – autocarros nocturnos – 77%

(00h30) Aeroporto Francisco Sá Carneiro - encerrado

(23h30) Enfermeiros do Hospital de S.João (turno da noite) - 70%

(23h30) Enfermeiros do Hospital de Santo António (turno da noite) - 60%

(23h30) Enfermeiros da ULS de Matosinhos (turno da noite) - 76%

(23h20) Centro Operacional dos Correios do Norte (turno da noite) - 94%

(23h00) Sakthi, Maia – 90%

(23h00) Groz Beckert, V.N.Gaia- 70%

(22h30) Serviços de Recolha de Lixo da Câmara Municipal de Matosinhos - 100%

(22h30) Serviços de Recolha de Lixo da Câmara Municipal de Gondomar – 65%



Faixa da Greve Geral em Penafiel


O Sargento Fernandes, da GNR de Penafiel à “falsa fé” agrediu um dirigente sindical enquanto este mostrava a sua credencial de “Membro do Piquete de Greve”.



O Sargento Fernandes, da GNR de Penafiel, na Greve Geral impediu o Piquete de exercer a sua actividade.


À “falsa fé” agrediu um dirigente sindical enquanto este mostrava a sua credencial de “Membro do Piquete de Greve”.

O Piquete tem o direito de ir falar com os trabalhadores para os tentar convencer a aderir à Greve. A GNR de Penafiel tentou impedir o exercício deste direito.

Este Sargento Fernandes já em acções de Luta anteriores carregou sobre os trabalhadores em piquete.

Apela-se a todos aqueles que prezam a liberdade, a democracia e os valores do 25 de Abril façam chegar mensagens de repúdio à Guarda Nacional República de Penafiel (ct.prt.dpnf@gnr.pt), à Direcção de Justiça e Disciplina da GNR (djd@gnr.pt) e ao Comando Geral da GNR (cg.gabcg@gnr.pt).

Este indivíduo não tem condições para ser agente da GNR.

Demitam-no!

Ver video das agressões ; Sargento Fernandes



segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Manifestação contra “Documento Verde da Reforma da Administração Local”

O “Movimento, Freguesias Sempre!” que reúne cerca de 100 autarcas do distrito do Porto e representantes sindicais dos trabalhadores da Administração Local, promoveu no passado domingo uma manifestação contra a extinção de freguesias e de repúdio do “Documento Verde da Reforma da Administração Local”, que segundo a organização concentrou cerca de 5 mil pessoas na Praça D. João I, Porto.


Na moção que foi aprovada e que será enviada para os vários órgãos do Estado português, pode ler-se que a extinção de freguesias “representará mais uma penalização para as populações, com o encerramento de mais serviços públicos e desmantelamento de um valiosíssimo património que as autarquias, designadamente as Juntas de Freguesias, foram construindo” e que “estão ao serviço das populações e dos interesses das freguesias”.

Para além de que “a aplicação de tal proposta, ao contrário do que afirma o Governo e a Troika, não trará rentabilização de recursos e meios ao país”, apenas representando “mais desemprego e despedimentos dos trabalhadores da Administração Local e dos serviços adstritos aos órgãos autárquicos das freguesias e às funções por ele exercidas” e representará um duro golpe “no poder local democrático, uma das maiores conquistas do 25 de Abril”.

Os participantes naquela acção reafirmaram ainda o seu compromisso nesta luta que há-de continuar.



sábado, 5 de novembro de 2011

Presidentes de Junta do concelho de Paredes unidos contra “Reforma da Administração Local”


Ontem realizou-se, em Lordelo, uma sessão de esclarecimento sobre o chamado Documento Verde da Reforma de Administração Local, com a presença de Paulo Júlio. O Secretário de Estado da Administração Local e da Reforma Administrativa revelou grandes dificuldades na argumentação, tendo até roçado o provincianismo e a idiotice nas suas intervenções.

Além de ter ficado patente a impreparação deste membro do Governo, ficou também claro que os presidentes de Junta de Freguesia do concelho, maioritariamente do PSD, estão contra as intenções do Governo em reduzir ou fundir as freguesias e, por essa via, diminuir os eleitos locais. O Governo demonstra, com esta reforma, um profundo desrespeito pelo poder local democrático, uma das conquistas do 25 de Abril, como frisaram Joaquim Bessa, presidente da Junta de Astromil (PSD), e Álvaro Pinto, presidente da Junta de Parada de Todeia (CDU). Este último, numa intervenção brilhante, afirmou também que a reforma que o Governo quer implementar é um “erro histórico”.

Elias Barros, presidente da Junta de Rebordosa (PS) questionou a hipotética redução de custo que pode acarretar a diminuição do número de freguesias, enquanto José Mota, presidente da Junta de Gandra (PSD) lembrou que os presidentes da Junta não são um custo para o país e “estão 24 horas ao serviço do Povo”.

As críticas e inquietações dos presidentes de Junta podem resumir-se ao conteúdo da intervenção de Cristiano Ribeiro, deputado da CDU na Assembleia Municipal de Paredes:

Intervenção de Cristiano Ribeiro, deputado da CDU na Assembleia Municipal de Paredes:


Sabemos todos que a Troika estrangeira, em conjunto com o PS, o PSD e o CDS, que no nosso país subscreveram o memorando de ajustamento financeiro (conhecido popularmente como um programa de agressão e submissão), pretendem impor a redução substancial de autarquias (freguesias e municípios).

Sabemos todos que o poder local democrático é indissociável da existência de órgãos próprios eleitos democraticamente, com poderes e competências próprias e agindo com total autonomia face a outros órgãos e submetendo-se apenas á Constituição da República Portuguesa, às leis, aos tribunais (em sede de aplicação dessas mesmas leis) e ao povo.

Sabemos todos que com as autarquias há um número muito alargado de cidadãos a intervir efectivamente, como representantes do povo, na gestão da coisa pública, de forma aberta e transparente, e contribuindo assim na melhoria das acessibilidades, transportes, acesso á saúde, á cultura, á prática desportiva, do desenvolvimento local ás inúmeras práticas de apoio social.

Sabemos todos que estão nas autarquias elementos essenciais de identidade comunitária, herdeira também de tradições centenárias, que molda na sua diversidade a identidade nacional.
Sabemos todos que as autarquias, e em especial as freguesias, não se constituem até agora objectivamente em factor de problemas ou bloqueios como em outras áreas, com os endividamentos ocultos para as finanças públicas, os problemas de relacionamento, gestão opaca, subversões como corrupção generalizada.


Sabemos todos que há bons e maus autarcas, alguns que merecem louvor e outros que merecem prisão. A democracia é isto, um conjunto de instituições, práticas, responsabilidades e valores, globalmente instituídos e aceites.

O chamado Documento Verde da Reforma da Administração Local aparece como uma pretensa reforma política da gestão das autarquias em todo o território nacional. Afirma-se ideologicamente esta reforma política como evolutiva / e adaptativa do Municipalismo. Mas reorganiza-se politicamente o território segundo critérios de escala, critérios, quantitativos em exclusividade, sem preocupações de coesão social, identitária e territorial. Quais os objectivos reais? Desconhece-se.

Aliena-se a possibilidade, que era uma exigência, da criação prioritária de Regiões Administrativas. Porquê? Por haver dúvidas? Um debate político concreto sobre competências e recursos regionalizados, e tradicionalmente atribuídos á Administração Central, poderia induzir soluções concretas, voluntariamente sentidas pelas populações.

E nas freguesias, entidade isoladamente considerada, se concentram as “dúvidas”, os “acertos”, os “hiatos”, as “responsabilidades”. Discrimina-se a base, a freguesia. Porquê? Também aqui há dúvidas ou conveniências! Identificam-se as “assimetrias” populacionais entre freguesias, mas será só isso?

Pode-se fazer tábua rasa de infra-estruturas construídas, equipamentos instalados, nível de vida atingido, identidades, toponímias, história e cultura, evolução demográfica?

Pode-se fazer tábua rasa da opinião, audição, discussão local, adesão voluntária, planeamento da mudança e mudança?

Pode-se fazer tábua rasa das consequências?

Eis algumas: Como é possível manter políticas de proximidade, nomeadamente em áreas sociais e infra-estruturas, afastando o nível de decisão da própria decisão ou reduzindo sem critério o número do pessoal dirigente das autarquias? Como assegurar a eficiência de competências atribuídas, o melhor a menos custo? E como decidir bem as prioridades, aumentando a escala? E os afectos, como geri-los? Como gerir um cronograma de reforma a mata-cavalos, apressado, esquemático, desadequado?

São muitas questões que ficam sem resposta quando olhamos, com olhos de ver, para o Livro Verde da Reforma da Administração Local. Mas em contrapartida, é claro que numa altura em que o Estado manda encerrar mais e mais serviços públicos de proximidade; ao mesmo tempo que cortam em tudo aquilo que mais necessitamos para trabalhar e viver; enquanto aumentam brutalmente os impostos para os trabalhadores e PME’s; enquanto continuam a financiar a banca que permanece incólume a qualquer “medida de austeridade”; querem agora extinguir e fundir Freguesias a pretexto de eventuais “poupanças” orçamentais.

Esta Reforma Administrativa, neste contexto e com estas características, trata-se, obviamente, de um ataque descarado ao poder Local Democrático e aos direitos das Populações.

Um ataque à própria Constituição da República Portuguesa, pois a Constituição não consagra a extinção de 500 ou 1000 ou mais Freguesias mas consagra a criação das Regiões Administrativas. Ou seja, as “tróikas” e as suas imposições não têm poderes democráticos nem qualquer legitimidade para se substituírem à Constituição da República Portuguesa.

Em nome da CDU, representada na Assembleia Municipal de Paredes, por 2 eleitos, um dos quais Presidente de Junta de Freguesia, reafirmo a oposição a uma reforma que descaracteriza e subverte o poder local democrático, lhe limita a autonomia aministrativa e financeira, lhe retira a dinâmica plural, colegial e participativa. E que acrescenta uma asfixia financeira intolerante.

Combateremos esta Reforma com a mesma coerência com que lutamos contra as políticas de subjugação do País aos interesses do capital nacional e estrangeiro.

Freguesias a agregar (extinguir) no Concelho de Paredes



AGUIAR DE SOUSA

ASTROMIL

BALTAR

BEIRE

BESTEIROS

BITARÃES

CASTELÕES DE CEPEDA

CETE

CRISTELO

DUAS IGREJAS

GONDALÃES

LOUREDO

MADALENA

MOURIZ

PARADA DE TODEIA

RECAREI

SOBREIRA

SOBROSA

VANDOMA

VILA COVA DE CARROS