A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



segunda-feira, 28 de junho de 2010

Os 12 trabalhadores da Z.S. Mobiliário têm dois meses de salário em atraso e foram obrigados a gozar férias na passada sexta-feira, apenas para que a entidade patronal tentasse remover as máquinas das suas instalações.


Esta tentativa foi frustrada pelos trabalhadores que impediram a remoção das máquinas e estão, desde então, em vigília à porta da empresa.

A Comissão Concelhia de Paredes do Partido Comunista Português manifesta a sua solidariedade com os trabalhadores e suas famílias e disponibilidade para intervir na defesa dos seus interesses.

Neste sentido o deputado do PCP Honório Novo irá visitar as instalações da Z.S. Mobiliário sitas na Rua do Sedouro, em Rebordosa, hoje, às 17:30 horas, e de seguida iremos solicitar a intervenção urgente das entidades competentes no sentido de repor a legalidade e salvaguardar os direitos dos trabalhadores.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

"Não ao roubo nos salários"

A luta continua! O povo está na rua!


Acção de protesto contra as portagens nas SCUT´s

22 de JUNHO (terça-feira) às 18:00 horas

Na Avenida AIP, entre as Rotundas dos Produtos Estrela e a Rotunda de Francos (Porto)

Buzine e proteste!

A luta contra as portagens nas SCUTS continua porque:

Não há alternativas às SCUT.

A introdução de portagens agrava ainda mais os problemas económicos e sociais da Região.

Caso se concretizassem as intenções do Governo, passaria a haver mais um imposto para as populações, trabalhadores e empresas.

Ainda é possível travar esta malfeitoria.

Dia 24 será discutida na Assembleia da República por iniciativa do PCP a revogação da Lei dos chips nas matrículas. Todos os partidos da oposição têm propostas nesse sentido e, por isso, a luta contra as portagens nas SCUT pode ter mais uma vitória.Não vamos abrandar nesta luta: buzine e proteste no dia 22 às 18h entre a Rotunda dos Produtos Estrela e a Rotunda de Francos.

domingo, 20 de junho de 2010

Mais de 3000 nas ruas do Porto

Foi com mais de 3000 pessoas que se realizou ontem a grande manifestação do PCP integrada na campanha "Contra o roubo nos salários – com o PCP emprego, produção, justiça social", no Porto.

Imagens da manifestação com especial destaque para os Comunistas do vale de Sousa e Baixo Tâmega que se deslocaram em força ao Porto.



sexta-feira, 18 de junho de 2010

Partido que ele quis que fosse o seu até ao fim da sua vida.


A morte de José Saramago constitui uma perda irreparável para Portugal, para o povo português, para a cultura portuguesa.


A dimensão intelectual, artística, humana, cívica, de José Saramago fazem dele uma figura maior da nossa História.

A sua vasta, notável e singular obra literária – reconhecida com a atribuição, em 1998, do Prémio Nobel da Literatura - ficará como marca impressiva na História da Literatura Portuguesa, da qual ele é um dos nomes mais relevantes.

Construtor de Abril, enquanto interveniente activo na resistência ao fascismo, ele deu continuidade a essa intervenção no período posterior ao Dia da Liberdade como protagonista do processo revolucionário que viria a transformar profunda e positivamente o nosso País com a construção de uma democracia que tinha como referência primeira a defesa dos interesses dos trabalhadores, do povo e do País.

José Saramago era militante do Partido Comunista Português desde 1969 e a sua morte constitui uma perda para todo o colectivo partidário comunista - para o Partido que ele quis que fosse o seu até ao fim da sua vida.

O Secretariado do Comité Central do PCP manifesta o seu profundo pesar, a sua enorme mágoa pela morte do camarada José Saramago – e expressa as suas sentidas condolências à sua companheira, Pilar del Rio, e restante família.

Nota do Secretariado do Comité Central do PCP

Lisboa, 18 de Junho de 2010

quarta-feira, 9 de junho de 2010

" FAZ O QUE EU DIGO, NÃO FAÇAS O QUE EU FAÇO ... "

Eles falam ... falam... e fazem tudo igualzinho

Mas isto deve ser "só" nomeação por competência que depressa será justificada naquele ar padre moralista de "massas"!!!

Está o gajo sempre a falar em boys !

e) - FRANCISCO ANACLETO LOUÇÃ, de 49 anos de idade, portador do Bilhete de Identidade nº 4711887, emitido pelo Arquivo de Identificação de Lisboa em 6 de Abril de 1998, filho de António Seixas Louçã e de Noémia da Rocha Neves Anacleto Louçã, solteiro, professor universitário, natural de São Sebastião da Pedreira, Lisboa e residente na Avenida Duque de Loulé nº 105, 1º, Lisboa;

Despacho (extracto) n.º 5296/2010

Assembleia da República - Secretário-Geral

Nomeação da licenciada Noémia da Rocha Neves Anacleto Louçã para a categoria de assessora do Grupo Parlamentar do Bloco de Esquerda

Digamos que se trata de uma jovem senhora com 79 anos uma bonita idade para ser nomeada para a AR... à custa de todos nós, pois está claro!!!

Cambada de aldrabões!!!

Fidel Castro, em 1979, no encerramento da 6ª Cimeira do Movimento dos Países Não-Alinhados

«O ruído das armas, da linguagem ameaçadora, da prepotência na cena internacional, tem de cessar. Há que acabar com a ilusão de que os problemas do mundo se podem resolver com armas nucleares. As bombas podem matar famintos, doentes, ignorantes, mas não podem matar a fome, as doenças, a ignorância. Muito menos podem matar a justa rebeldia dos povos.»



Fidel Castro, em 1979, no encerramento da 6ª Cimeira do Movimento dos Países Não-Alinhados

A GOLPADA DA REVOGAÇÃO DO MONTANTE ADICIONAL DO ABONO DE FAMÍLIA

O Governo revoga uma medida de protecção social que nada tem, nem nunca teve, a ver com as medidas excepcionais e transitórias de apoio aos desempregados, ou seja, à “boleia” destas medidas visa reduzir a protecção social das crianças, propondo acabar com o montante adicional de abono de família, cujo objectivo é o de compensar as despesas das famílias com a educação dos seus filhos, exceptuando os beneficiários do 1º escalão. O Governo retomou o diploma de Bagão Félix, de 2003, que na altura, tanto criticaram. Mais tarde, e bem, o Decreto-Lei 245/2008 de 18 de Dezembro, alargou a atribuição deste montante a todos os escalões do abono de família para aliviar as famílias das pesadas despesas que têm em Setembro, com o início do ano escolar, quando a escolaridade obrigatória devia ser totalmente gratuita.

Para vermos o alcance das pessoas atingidas pelo 1º escalão, uma família cujo único rendimento seja o valor do SMN (475 euros), só se tiver dois filhos com direito ao abono de família é que tem este montante adicional. Contudo, se a família tiver de rendimento o valor de dois salários mínimos (950 euros), tem de ter 4 filhos para ter direito ao montante adicional.

Tem que se concluir que não passa de conversa por parte do Governo a evocação de que grande parte dos pobres em Portugal são crianças, quando na prática concorre é para que as crianças vivam em condições piores, porque a vida dos seus pais e a sua família se precariza.

A insensibilidade social do Governo é tanta, indo ao ponto de revogar a majoração do subsídio de desemprego para casais ambos desempregados ou agregados monoparentais com filhos a cargo; assim como todas as outras medidas, empobrecendo ainda mais as famílias desempregadas.

O Governo deu a conhecer o projecto de Decreto-Lei que procede à revogação das medidas excepcionais de estímulo à economia.

A primeira consideração a fazer é que o projecto visa somente a revogação de medidas excepcionais e transitórias de protecção social no desemprego, dado que as medidas de apoio às empresas que foram enunciadas para serem revogadas não constam neste projecto.

O preâmbulo refere que se procederá, oportunamente, à revogação de redução de 3 pontos percentuais da taxa contributiva da entidade empregadora relativamente a trabalhadores com idade igual ou superior a 45 anos e das medidas criadas no âmbito do Programa Qualificação Emprego.

No entender da CGTP-IN, as medidas tomadas, a sua causa principal não são de índole financeira, o que o Governo pretende é o enfraquecimento da protecção social.

COMEÇANDO POR…ESMORIZ, PERDÃO, POR MOURIZ

O Governo determinou o encerramento próximo das escolas do 1.º Ciclo que tenham menos de 21 alunos. Cerca de 1.000 escolas poderão ser assim encerradas, se se aplicar tal medida, sendo cerca de 600 as novas situações até à data não previstas. Isabel Alçada, a Ministra da Educação, pretende agora avançar com este processo invocando razões pedagógicas e de modernidade.

Alguns autarcas e outros sectores igualmente interessados contestam esta orientação cega, e que tem implicações de ordem social e de reordenamento do território, com referências acertadas, entre outras, à desertificação provocada, ao desemprego de profissionais e aos custos da Acção Social Escolar, em transportes e refeições. Encerrar o País, ou pelo menos parte dele, já esteve mais longe. A Educação com origem na 5 de Outubro virou “uma Aventura”, veja-se o “atalho pedagógico” para os alunos com mais de 15 anos, do 8.º ao 10.º ano.

O autarca de Paredes Celso Ferreira acha bem, ele avalia como muito boa a orientação governativa. O seu critério para o fecho de escolas em Paredes, expresso em Carta Educativa, incluía um limite de 100 alunos por escola. Ele é o autarca–modelo da concentração educativa. O autarca do mastro, ufano, quer ter as “melhores escolas do País, provavelmente até do mundo”. Esta semana “concluiu” o Centro Escolar de … Esmoriz (ver JN de 2 de Junho), que não é senão o de Mouriz…

O custo da construção da Escola de Mouriz envolve um valor de perto de 2,3 milhões de euros e provocará a concentração aí de 350 alunos da EB1 e do JI. Acrescentemos a isso as despesas de funcionamento, as despesas de transporte escolar para alunos de 4 freguesias, a necessidade de uma rede de acessibilidades correspondentes (a actual rede de estradas é medieval, pergunta-se até como lá aceder).

Nada do que é concentração está comprovado que tenha vantagens pedagógicas. Mas para Celso Ferreira tudo é evidente. Ele é o expert. Espera-se que o seu limitado mundo não comece na esquina das ferragens do Sr. Costa e acabe na esquina da Padaria Freitas, no Parque José Guilherme, em Paredes.

E que a sua promissora criatividade não culmine em falência de tesouraria camarária ou em prejuízos irreversíveis para a educação dos nossos filhos.

Cristiano Ribeiro

Recordar/PALAVRAS, HÁ APENAS 15 ANOS…

O PÚBLICO de 9/1/95 referia o seguinte:

O Centro de Emprego de Penafiel elaborou um relatório sobre a evolução do mercado de trabalho no Vale do Sousa, realçando as suas “boas perspectivas” (título da notícia). Isto foi há 15 anos.

Vivia-se então uma “crescente quantidade e qualidade (de) pessoas qualificadas”, com “pequenas empresas, com estabilidade ao nível de emprego”, e que com “a expansão da rede e da frequência escolar” favoreciam uma “competitividade da região”. Era um espaço que se queria “região qualificante” e que vivia sobre as loas do Quadro Comunitário de Apoio 1990-1993, com centenas de cursos de formação profissional, centenas de acções e milhares de formandos. Foi há 15 anos.

No extinto O Comércio do Porto de 3/5/1996 salientava-se a declaração do então Presidente da Câmara de Paredes Granja da Fonseca em que este afirmava que Paredes era então o maior centro produtor de mobiliário do País, detendo cerca de 65% da produção nacional. Curiosamente este é em 2010 o mesmo valor que é referido, o que traduziria uma estabilidade verdadeiramente surpreendente.

Mas em 1996 proclamava-se a “qualidade, a criatividade e a inovação” dos produtores de Paredes, um município “fortemente industrializado”, com crescimento económico, social e demográfico em “índices surpreendentes”.

As palavras dominantes em 1995-1996 só podem fazer sorrir amargamente quem enfrenta hoje um desemprego de 12% nos concelhos do mobiliário, uma precária emigração para Espanha para uma construção civil em crise, a redução de direitos no local de emprego, horas de trabalho não pagas, redução do subsídio de desemprego, roubo nos salários, uma região económica e socialmente decadente.

Importa perguntar: como chegamos aqui?

Nós sabemos.

terça-feira, 8 de junho de 2010

GAZA, A PRISÃO DOS CÃES

A notícia chegou na manhã de segunda feira. Israel tinha atacado com forças militares uma frota de barcos com dez mil toneladas de bens de primeira necessidade, que se dirigia á Faixa de Gaza, provocando dezenas de mortos e feridos. Tratava-se de uma iniciativa pacífica com fins humanitários, que para além de responder de forma prática a uma necessidade básica de muitos milhares de palestinos, pretendia também denunciar o criminoso bloqueio de Gaza pelas forças sionistas de Israel.

Gaza é um território árido de 360 km2, que se extende ao longo do Mar Mediterrâneo numa faixa de 41 km de comprimento e 6 a 12 km de largura. Aí vegetam entre a vida e a morte cerca de 1,5 milhões de pessoas, a grande maioria expatriados das suas casas em território de Israel pela 1.º guerra israelo-árabe de 1967. A sua localização geográfica com fonteiras a Norte e Leste com Israel e a Sul com o Egipto torna-a vulnerável. Mas Gaza é também a maior prisão ao ar livre do mundo e um campo de concentração não declarado neste século XXI. Israel impõe um bloqueio completo, que se faz fechando as fronteiras e controlando o espaço aéreo, impedindo assim que a vida de mais de um milhão de pessoas decorra com normalidade e esperança.

São inúmeros os relatos aí do sofrimento, de uma morte lenta, de uma atrocidade sem limites que está certamente ao mesmo nível do genocidio. O Estado Judeu comporta-se como um Estado nazi-sionista, impondo politicas de apartheid e de prática de assassínios que envergonham a espécie humana. E o facto de reiteradamente tentarem “justificar” essa politica cometida em qualquer parte do mundo na mais completa impunidade e também o seu lunático fanatismo religioso com o tremendo sofrimento, humilhações e massacres sofridos pelos seus avós às mãos do nazi fascismo só os penaliza.

Este novo acto de terrorismo de Estado, ás mãos de Barak, Lieberman, Netanyahu e Cia, culmina o desepero e fraqueza do sionismo istraelita. A Flotilha da Liberdade transportava o dever moral e a consciência solidária de 700 activistas de 40 países, crentes e não crentes, deputados, jornalistas, activistas dos direitos humanos, mães. Usava a bandeira branca, simbolo da não violência, e a bandeira turca em águas internacuionais. E em plenas águas internacionais foram assaltados pelos comandos israelitas, pela calada da noite, tendo ocorrido o massacre que o cerco informativo israelita tenta impedir que seja contabilizado nas suas vítimas.

Gaza é para os amantes da paz de todo o mundo uma prisão que precisa de ser denunciada, uma impunidade que não nos deve calar e desarmar, uma causa comum que nos deve mobilizar. A inação é cumplicidade e uma traição à humanidade, como diz o Comité do Tribunal de Bruxelas. Gaza é uma prisão dos cães. Mas esses estão cá fora, impondo um ilegal, imoral e desumano bloqueio ou o suportando nas instituições internacionais, nos EUA ou na Europa, nas Nações Unidas ou nos Tribunais Internacionais, no silêncio dos jornais ou dos púlpitos das igrejas. Afinal os cães criminosos estão no meio de nós.

Cristiano Ribeiro

domingo, 6 de junho de 2010

PCP inicia jornada de contacto com trabalhadores do mobiliário da região

"Tu trabalhas, tens direitos. Não ao roubo nos salários" podia ler-se numa das faixas que ontem faziam parte do desfile de protesto contra as medidas anunciadas no PEC aprovado pelo Governo PS. Numa iniciativa inédita, dezenas de militantes comunistas do concelho de Paredes desfilaram em Lordelo, exigindo o respeito pelos direitos dos trabalhadores.

Conscientes que estas medidas irão agravar ainda mais a situação precária de muitos trabalhadores da nossa região, o Sector Profissional do Mobiliário do PCP elaborou um documento próprio para o sector que irá ser distribuído junto aos locais de trabalho, nomeadamente nos concelhos de Paredes e Paços de Ferreira.

A iniciativa em Lordelo foi a primeira de várias agendadas para as próximas semanas e insere-se na iniciativa nacional denominada “500 acções contra o PEC" que terá um dos seus pontos altos, no desfile/manifestação no dia 19 Junho, no Porto, com a presença do Secretário-Geral do PCP Jerónimo de Sousa.