A revolução do 25 de Abril de 1974 trouxe a Portugal Liberdade, pondo fim a um longo período de Ditadura fascista de 49 anos. Após 1976 houve retrocessos graves no processo desta revolução, patrocinada por partidos reaccionários de direita tendo como aliados algumas famílias Fascistas. Portugal foi caminhando o trilho de uma sociedade capitalista, geradora de profundas injustiças sociais.



Neste blog iremos denunciar os sistemáticos atentados que todos os dias ocorrem às Liberdades, Direitos e Garantias que herdámos de homens e mulheres que lutaram para que fosse possível o maior acontecimento histórico do século xx em Portugal.



quarta-feira, 28 de abril de 2010

O MOCHO


            Em Paredes dá-se um fenómeno curioso: há alguém que não desiste de nos contar o que se passa nas reuniões do Executivo e da Assembleia Municipal. Após essas reuniões lá vem a habitual crónica escrita.
            Mas esses relatos são tão parciais e tão originais que me obrigam sempre a concluir que o autor de tão peculiares crónicas certamente não consegue ouvir convenientemente o que se passou. 
            Sinto-me portanto obrigado a propor uma solução logística aos Senhores Presidente da Câmara e da Assembleia Municipal. Por favor, em nome do bom nome dos políticos locais, instalem no meio dos lugares dos vereadores ou das cadeiras dos membros da Assembleia um banquinho para o nosso repórter politico – institucional.
            Com um simples banquinho talvez o disparate e a mesquinhez se atenuem.
            Apesar de não ter conseguido ser candidato, nem muito menos ser eleito, ele merece pelo menos a solidariedade de um mocho. 

    * mocho- versão popular de banco de madeira

Filhos de Abril

terça-feira, 27 de abril de 2010

1º Maio Dia do trabalhador

Perante um cenário negro em que o desemprego no distrito do Porto é já de,109.985 desempregados, destes, 5.719 são de Paredes, quer dizer que; 12,5% da população em Paredes não tem trabalho, e que a maior parte destes, são jovens trabalhadores.

Perante estes números o Poder local (PSD) nada diz, nada faz, como agrada ao PSD as Politicas de Direita do Governo PS, é certo que, para o trabalhador, estes partidos têm orientações de esconder a DATA do 1º de MAIO dos jovens, como acham perigoso esta DATA para os seus objectivos de domínio de Classe,só possível com base no desemprego e na exploração.


Enganam-se se pensam que as novas gerações de trabalhadores vão ser os escravos do Século XXI !

Como estão enganados Srs, Vampiros, o nosso Autocarro sairá de Paredes,rumo aos Aliados no Porto para a grande manifestação de trabalhadores, cheios de convicção de que é possível uma rotura com as políticas de direita, conscientes de que só a luta nos pode dar a todos uma vida melhor e porque é tempo de mudar com a luta de quem trabalha.
Nós dizemos -NÃO!

Ao desemprego,
À precariedade,
Redução dos salários,
Desigualdades e Pobreza, 
ao
PEC!!!

O feriado do 1º Maio para os jovens trabalhadores de Paredes, será um dia de luta!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Caixa Geral de Depósitos(CGD) ,despesas de manutenção nas contas à ordem

"Filhos de Abril": Vamos Publicar aqui um texto enviado por um cidadão anónimo, bem esclarecedor do tipo de politicas que os capitalistas impõe aos Portugueses: VALE A PENA DIVULGAR!!! é uma verdadeira vergonha...

...batendo as asas pela noite calada... vêm em bandos,
com pés de veludo...» Os Vampiros do Século XXI:

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) está a enviar aos seus clientes mais modestos uma circular que deveria fazer corar de vergonha os administradores - principescamente pagos - daquela instituição bancária.

A carta da CGD começa, como mandam as boas regras de marketing, por reafirmar o empenho do Banco em oferecer aos seus clientes as melhores condições de preço qualidade em toda a gama de prestação de serviços, incluindo no que respeita a despesas de manutenção nas contas à ordem.

As palavras de circunstância não chegam sequer a suscitar qualquer tipo de ilusões, dado que após novo
parágrafo sobre racionalização e eficiência da gestão de contas, o estimado/a cliente é confrontado com a
informação de que, para continuar a usufruir da isenção da comissão de despesas de manutenção, terá de ter em cada trimestre um saldo médio superior a EUR1000, ter crédito de vencimento ou ter aplicações financeiras associadas à respectiva conta.

Ora sucede que muitas contas da CGD,designadamente de pensionistas e reformados, são abertas por imposição legal.

É o caso de um reformado por invalidez e quase septuagenário, que sobrevive com uma pensão de 243,45 EUR- que para ter direito ao piedoso subsídio diário de EUR 7,57 (sete euros e cinquenta e sete cêntimos!) foi forçado a abrir conta na CGD por determinação expressa da Segurança Social para receber a reforma.

Como se compreende, casos como este - e muitos são os portugueses que vivem abaixo ou no limiar da pobreza - não podem, de todo, preencher os requisitos impostos pela CGD e tão pouco dar-se ao luxo de pagar despesas de manutenção de uma conta que foram constrangidos a abrir para acolher a sua miséria.

O mais escandaloso é que seja justamente uma instituição bancária que ano após ano apresenta lucros fabulosos e que aposenta os seus administradores, mesmo quando efémeros, com «obscenas» pensões (para citar Bagão Félix), a vir exigir a quem mal consegue sobreviver que contribua para engordar os seus lautos proventos.

É sem dúvida uma situação ridícula e vergonhosa, como lhe chama o nosso leitor, mas as palavras sabem a pouco quando se trata de denunciar tamanha indignidade. 

Esta é a face brutal do capitalismo selvagem que nos servem sob a capa da democracia, em que até a esmola
paga taxa.Sem respeito pela dignidade humana e sem qualquer resquício de decência, com o único objectivo de acumular mais e mais lucros, eis os administradores de sucesso.

Medita e divulga... Mas divulga mesmo por favor... Cidadania é fazê-lo, é demonstrar esta pouca vergonha que nos atira para a miserabilidade social.

Este tipo de comentário não aparece nos jornais, tv's e
rádios... Porque será???

quinta-feira, 15 de abril de 2010

17 de Abril! Dia de Luta contra portagens nas SCUT´s!


Dia 17 de Abril (sábado)
PONTOS E HORAS DE PARTIDA
a sair em direcção à Av. dos Aliados, no Porto

Viana: Campo da Agonia - 14h
Esposende: Largo do Mercado - 14h30m
Barcelos: Campo da Feira - 14h
Vila do Conde: Av. Dr. Júlio Graça - 14h30m
Póvoa de Varzim: Central Camionagem - 14h30m
Sto. Tirso: Rotunda Agrela - 14h30m
Matosinhos: Piscinas Perafita - 14h30m
Maia: Largo Requeixo, junto ao Maia Jardim - 14h30m
Porto: Rotunda Castelo do Queijo - 14h30m
Gaia: Centro Tecnológico em S. Félix da Marinha - 15h
Vale do Sousa: Largo da Feira de Lousada - 14h30m 
Gondomar: Ex Mercado Rio Tinto - 14h30m
Valongo: Rotunda da A41 em Alfena - 14h30
Aveiro: Rotunda EN 109 em Avanca/Estarreja - 14h30m


Vamos travar esta malfeitoria!

PARTICIPA! LUTA!

domingo, 11 de abril de 2010

Bloco de Esquerda/António Chora - "O" Colaborador" da Autoeuropa

"Filhos de Abril": Comunicado aos Trabalhadores e a Juventude

O objectivo do comunicado é informar a População Jovem, que sem saber, se torna vítima de uma Luta de Gerações, onde por vezes, se coloca do lado errado da "Barricada". Sem dúvida, isto acontece com aqueles que, desprotegidos de conhecimento Ideológico, se filiam e apoiam o Bloco de Esquerda. 

Este Partido, que se diz Esquerda e dos valores que ela representa para sociedade, é, no fundo, a sua maior contradição, são mais esquerdelhos, canhotos ou estorvos reaccionários, que empecilham a luta dos trabalhadores, estorvam e afastam quem realmente os protege. São uma espécie de Partido Socialista nº dois e a sua "UGT", ou seja, reagem desbaratando a "palavra", colocando-se como activistas defensores do trabalho contra a ofensiva predadora do Capital e a sua Natureza Exploradora.( grande mentira!)

Deixamos aqui um documento, para a Juventude reflectir e encontrar o verdadeiro e único caminho revolucionário, para que, se coloquem no lado certo da luta, na defesa dos seus verdadeiros valores de esquerda, na esperança que se afastem assim dos reaccionários manipuladores como o Bloquista António Chora, principal activista da Comissão de Trabalhadores da Multinacional Auto Europa.

Este SR que se diz de Esquerda, queria que os trabalhadores trabalhassem os sábados de "Borla", (Belo defensor dos trabalhadores), 
O que ganharia com isso o Bloquista Chora?

NOTA: Graças aos trabalhadores Comunistas, essa proposta não passou!

Este Partido (BE)consegue apoios patronais para criação de Comissões de trabalhadores?(A Esquerda dos grandes Grupos Económicos?), 

Texto retirado do Blogue "O Cantigueiro"

...linda história - contada por um "insuspeito"

Sobre a Autoeuropa, a grande unidade fabril de Palmela, fala-se pouco. A coisa vai dando para o gasto, os alemães da Volkswagen fazem mais ou menos tudo o que lhes apetece, o coordenador da Comissão de Trabalhadores e dirigente do BE, entre avanços, recuos e lutas mal contadas, lá vai arranjando tempo para abrilhantar uns jantares de homenagem a ministros do PS caídos em desgraça (pronto... não foram jantares... foi só um). Só que há sempre pérolas ainda por descobrir. A saber:

O senhor António Damasceno Correia é doutorando no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa e esteve já ligado à administração da Autoeuropa. Mais exactamente, foi Director de Recursos Humanos. Certamente por esse facto, reuniu experiências suficientes para escrever para a revista do Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa, um estudo de muitas páginas sobre aquela empresa, intitulado “A AutoEuropa: um modelo de produção pós-fordista”, em que fala um pouco de tudo, desde o tipo de investimento, até ao modelo de negócio e tudo o mais que lhe veio à cabeça, texto que poderão ver na íntegra, se tiverem realmente interesse, indo lê-lo aqui

A páginas tantas, por volta da página 764, no número 9.4 que leva o título de “A relação com a comissão de trabalhadores”, de pois de antes ter revelado que a empresa tinha decidido reduzir a relação com os sindicatos aos mínimos exigidos pela lei, o estudioso produz um pedaço de texto fantástico, fantástico de inquietante, digo eu, onde conta como foi “criada” (é o termo exacto) a famosa CT da Autoeuropa, dirigida artisticamente por António Chora.

Reproduzo apenas o texto, a seguir, coibindo-me de fazer comentários, a não ser, talvez, este: por muito que eu deteste a designação... a verdade é que alguns analistas, políticos e patrões neoliberais, afinal têm razão. Alguns trabalhadores são, se facto, colaboradores!

Boa leitura e digam vocês de vossa justiça (os destaques em bold são de minha iniciativa).

9.4. A RELAÇÃO COM A COMISSÃO DE TRABALHADORES
A opção por uma relação privilegiada com a comissão de trabalhadores pressupôs que a escolha dos membros que integrariam esta futura estrutura representativa não fosse deixada ao acaso! Quando se começou a pressentir o desejo de constituição desta estrutura, provavelmente estimulada pelos membros ligados aos sindicatos da CGTP — muitos deles eram desconhecidos formalmente por não quererem revelar a sua identidade —, a empresa rapidamente «entrou em jogo». Contactou sigilosamente o director de cada uma das áreas para que este indicasse nomes de trabalhadores de «confiança» que pudessem integrar a futura estrutura.

A escolha de um «líder» para esta comissão que inspirasse a capacidade de defesa dos interesses dos restantes colegas e que, simultaneamente, revelasse à empresa as informações necessárias foi ainda o aspecto mais difícil de ultrapassar. Tudo isto acabou por ser obtido através de um convite dirigido a um membro que mostrava enorme capacidade de persuasão dos colegas e que era permeável a uma forte influência. Foi com este dirigente da comissão de trabalhadores que a empresa estabeleceu uma entente cordiale que permitiu, na véspera dos grandes embates, conhecer antecipadamente, através de uma reunião sigilosa entre ele e o director de Recursos Humanos, quais os pontos que seriam objecto de análise na reunião do dia seguinte e a provável maneira de os ultrapassar.

Nas eleições para a constituição desta comissão acabaram por aparecer duas listas: uma integrada e liderada por delegados sindicais afecta à CGTP (lista A) e outra constituída, preparada e devidamente suportada pela empresa em sessões de esclarecimento realizadas para o efeito (lista B). Esta segunda lista, inicialmente defendida pelo grupo de trabalhadores independentes de que já se falou — mas que não integravam a lista —, teve uma dupla missão: viabilizar não só uma estratégia de consenso, como anular a força veiculada pelos sindicatos. O risco que a empresa correu foi grande, mas a encenação, o planeamento e a capacidade persuasora e manipuladora de alguns gestores permitiram um enorme êxito.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

DA LEITURA DOS JORNAIS

"Filhos de Abril": Solidários com o Partido Comunista Português, alertando aqui, a  População de Paredes para este facto discriminatório que sucessivamente vem acontecendo ao longos dos tempos.

No Jornal de Notícias de 7/4/2010, na pág.11, aparecia como se fosse AgitProp…

“Capital é que decide o que é publicado”

PCP
 O secretário geral do PCP advertiu ontem para o domínio que o poder económico tem sobre a comunicação social, considerando que é “o capital” que determina o que é ou não publicado.
“Mais do que Sócrates ou a doutora ferreira Leite ou Paulo Portas, quem domina os meios de comunicação social é o poder económico, esse é que determina o que sai, o que não sai, como é que sai”, afirmou Jerónimo de Sousa.
“Têm prejuízo de uns trocos, mas até conseguem vender as ideias”, enfatizou, considerando que através da comunicação social o poder económico não só consegue “vender” a ideologia que mais lhe convém, como “silenciar” o que é contrário aos seus interesses.
Como exemplo, Jerónimo de Sousa apontou as iniciativas do PCP onde os jornalistas aparecem para fazer o seu trabalho, mas depois por “opção do editor” ou opção da programação, tudo aparecer secundarizado.
“Se for preciso eu até faço o pino, se conseguir que as nossas propostas passem”, gracejou, considerando que “não é uma questão de mensagem, é uma questão de conteúdos que eles não podem permitir que passem”.
Em contraposição, acrescentou, as propostas da direita acabam sempre por ser divulgadas, mesmo quando o líder do CDS/PP aparece “a dizer dez vezes seguidas a mesma coisa”.
“Martela, martela, martela, mas aparece sempre a proposta”, salientou.
“Não estou a dizer que aqui ou acolá não haja isenção, mas de uma forma geral e naquilo que é fundamental, eles calam-nos”, lamentou.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

O ESTADO DE UMA GERAÇÃO

O Município de Paredes, através do Pelouro da Educação, vai realizar, à semelhança de anos anteriores, a edição da Assembleia Municipal de Jovens, envolvendo alunos do Concelho, a realizar no próximo dia 10 de Maio. Pretende-se com esta actividade, que decorre em várias fases, que se promova um debate aberto entre a população escolar jovem do concelho com a finalidade de desenvolver nela competências de cidadania activa e de participação cívica. A temática deste ano foi o tema “A República”.

São já conhecidas as propostas das diversas escolas, a debater e a votar na referida Assembleia. Foram certamente propostas consensuais em cada escola e por isso abordam questões consideradas pertinentes pela população estudantil. Constituem portanto um barómetro do sentir e pensamento consciente de um segmento importante dos paredenses. Vejamos algumas das preocupações expressas:

- participação dos jovens e da sua opinião própria nas autarquias
- interesse colectivo versus interesses individuais e novas formas de organização independente
- regime de governo e corresponsabilização Presidente / Governo
- lei da Paridade
- capacidade electiva de eleitores não residentes nas eleições autárquicas
- prémios e bolsas de ensino, acessibilidade de serviços de saúde, colónias de férias
- desenvolvimento, politicas sociais e parque escolar

São portanto questões importantes, mesmo para o olhar de um adulto, as temáticas que cada escola escolheu. Mas parece-me algo recuada a consciência de outros problemas igualmente pertinentes e que parece-me (e sublinho parece-me) terem estado subalternizados, nomeadamente pelos próprios alunos e pelos professores dinamizadores.

Eis alguns:
- o futuro profissional dos jovens, o emprego, o sucesso
- as condições de trabalho dos jovens, a precariedade, a mobilidade, a família
- a autoridade, a segurança, a violência nas escolas, os Regulamentos Internosdas escolas
- a sexualidade, a adolescência e os afectos
- os valores e a ética, a(s) liberdade(s) e a responsabilidade, numa concepção moderna e na óptica dosjovens
- a ecologia e o consumo
-as dependências, os riscos e as patologias 

Alguns argumentarão que o tema “A República” por si só restringe os projectos a discutir na edição da Assembleia Municipal de Jovens. Nada mais falso. A República não pode ser um chavão histórico e bafiento, recordação de factos e personalidades, cultivo de referências e valores do passado. A República é o tempo presente, ou melhor, é a superação do tempo presente, das suas ineficácias, das suas incapacidades ou das suas perversões. Só assim se pode discutir o papel da juventude, dos seus desejos, das suas ambições. Que passa por outra República, onde se viva e não só se recorde o passado com lamentações pelo presente.

Cristiano Ribeiro